Maio 8, 2008 por pontoaga
Não se como se intitulam essas coisas que se definem pela sua antítese. Definir o silêncio como sendo a ausência de ruído é não dizer nada sobre o silêncio, ou dizer aquilo que ele não é. Silêncio é a fata total de sons, é outra definição daquilo que o silêncio não é.
Ontem foi o dia do silêncio, preferi silenciar na data e deixar para falar hoje sobre ela. Foi esta a minha forma de homenagear a efeméride. Hoje já posso falar. E por falar em falar, quem muito fala, pouco ouve, e aí já está a importância fundamental de se manter em silêncio. Aqueles que respeitam o silêncio são, em geral, bons ouvintes.
Num mundo tão assertivo como o do nosso tempo, faltam bons ouvintes. Há demasiadas pessoas querendo dizer coisas demais e poucos realmente dispostos a a ouvi-las. Esses dias ouvi uma definição interessante sobre “falsos ouvintes”, os chamados “cata fiapos”, ou aqueles que ficam catando fiapos na roupa enquanto pretensamente ouvem algo de seu interlocutor.
Hey! Pare de catar fiapos!
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Maio 6, 2008 por pontoaga
Nosso organismo é movido por vários tipos de energia. As mais evidentes são as provenientes dos alimentos, nosso combustível primário e que, junto com o ar que respiramos, nos mantém vivos. Depois da chuva que durou vários dias o sol voltou a brilhar. E trouxe-me a lembrança da sua grande importância na nossa vida. Independente dos aspectos biológicos evidentes, o sol também exerce grande influência no nosso aspecto emocional.
Como é difícil manter o bom humor num prolongado período sem o sol! Mesmo que aualquer um saiba que brigar contra o clima não faz o menor sentido, que esta é uma guerra perdida, é comum imprecarmos contra o tempo, ou contra o mau tempo. E isso acontece – contrariando toda a lógica e todo o pensamento racional – pela nossa estreita dependência do astro-rei.
Se costumamos dizer que “a lua é dos namorados”, que é uma verdade, eu digo que o sol é de todos, Somos todos filhos de Deus e irmãos do sol.
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Maio 3, 2008 por pontoaga
Chove Verbo impessoal. Sentir não, tudo a ver comigo, íntimo, personalíssimo. Um chover forte e constante, sem trégua, nenhuma esperança da bonança, que sei, mais hora, mais dia virá. Este chover sentido transmite desolação, chama tristezas pella obrigatória reclusão que nos obriga a refletir. Chove. A terra que chora, pelas mágoas de todos e de ninguém…
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Abril 20, 2008 por pontoaga
Pequeno Poloio. Quem? Eu, ainda pequeno, ainda Poloio. Esse Poloio foi um apelido de infância carinhoso colocado pela minha avó paterna, vó Catarina – guardo eternamente sua imagem radiante, linda -, no segundo filho de uma família de sete irmãos. Três homens e quatro mulheres, ainda bem que a beleza venceu na família! Herdeiro de descendências italiana e portuguêsa, credito a isso um gosto pelas artes e pelas letras. Infelizmente não fiz carreira nessas áreas, onde tenho certeza estaria mais “em casa”.
Ainda acho que o mundo, que a sociedade estratifica as nossas escolhas profissionais, nos obrigando a escolher uma delas ainda muito jovens e depois não temos a suficiente flexibilidade para reajustar o rumo da vida para outra profissão. Quando pretendemos fazê-lo já são excessivos anos trilhados no caminho errado. É quase sempre um caminho sem retorno.
Graduei-me em engenharia mecânica, trabalhei como policial, hoje, aos 54 anos, estou fazendo o que gosto: escrevendo. E isso é um pouco do que sou. Não convém mergulhar muito nessa história, pelo menos aqui e agora, para consumo imediato é informação suficiente. Aos poucos, num post aqui e noutro alí eu irei ampliando essa história.
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Abril 15, 2008 por pontoaga
Gostaria de dizer que tenho melhorado, mas não, seria uma grande mentira. E mentir seria mudar, mas mudar ainda para pior. Não mudei, não melhorei, continuo por óbvia conclusão o mesmo. Continuidade pode ser uma característica desejável nas pessoas, uma caracterísca que transmita confiançca, estabilidade. Não é o caso, não no meu caso presente. Gostaria muito de mudar, alterar o atual estado em que me encontro, ou seja, sair do imobilismo.
Não me tome por cigano, não é o caso, sou gregário, sou um ficante. Não no moderno sentido da palavra, sou dos ficantes que ficam a sós, solitário, aqueçe que permanece no mesmo lugar por um bom tempo, por muito tempo. Sabe como? Isso! Sou dos que ficam imóveis, como se fora um pesado móvel, um pesado quase imóvel armário. Um magro pesadão.
Mas prometo, vou mudar. Nem que seja de lugar…
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Abril 14, 2008 por pontoaga
O país vive o drama de mais um caso rumoroso: a morte da menina Isabella Nardoni, jogada do sexto andar de um prédio em São Paulo. Mais do que um crime bárbaro contra uma menor, o que assusta a populaçao é a possiblilidade de que a responsabilidade possa vir a recair sobre o pai e a madastra da menina.
O caso é emblemático, sujeito ã muita discussão e polêmica, mas não espelha toda a realidade de um país que registra mais de 50 mil homicídios por ano, números semelhantes a de países que enfrentam uma guerra civil. Diante de tamanha violência, o que se pensa, o que se pergunta é “o que mais pode acontecer?”
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Abril 14, 2008 por pontoaga
Existe (?) uma lei natural sobre o uso e desuso das coisas: o que cai em desuso é abandonado, desaparece, morre. E se essa lei for aplicável à Justiça brasileira, esse deve ser o seu destino. Pelo desuso, ela deve estar condenada ao desaparecimento.
A justiça, órgão do estado encarregado da prossecução penal, da distribuição da justiça, deve(ria) manter o império da lei e assim disciplinar o convívio social. Essa função exige um aparelhamento imenso do estado, é necessário fiscalizar e coibir as infrações cometidas contra o ordenamento social, sob pena de se tornar sem sentido.
Atualmente as polícias prendem os autores dos delitos, a justiça os processa e condena (com leis fracas na imposição das penas) e, além disso, o sistema prisional não faz a sua parte, não mantém os presos para que cumpram as penas e nem os recupera para o convívio social.
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Abril 14, 2008 por pontoaga
O frio nunca está associado com as melhores coisas da vida. Ao conträrio, o calor sempre está associado com o melhor. Falo, é claro, do clima. Verão é quase um sinônimo de férias, de lazer, de atividades prazeirosas. O frio nos lembra o inverno, a necessidade de abrigo, de proteção.
Não é à toa que se diz que uma pessoa é calorosa, quando é amigável, afetuosa. Ao contrário, dizer que alguém é fria não se constitui em boa recomendação. Apesar disso, sou daqueles que, sem desgotar do verão, gosto do frio, gosto do inverno.
Enquanto o verão lembra o lazer e estimula as atividades leves e descompromissadas, e como ninguém pode ser completamente dedicado a só um dos lados da vida, precisamos de equilíbrio, o há que se aproveitar e crescer também no inverno, um tempo estimula o recolhimento e a reflexão.
Além disso, o inverno é o clima dos pensadores…
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Abril 13, 2008 por pontoaga
Não bastasse escrever pouco e mal, perdi a senha do blog! Pior! Perdi o username! Perdi o email com o qual fiz a inscrição no Blogger! O que mais? Pode-se perder mais do que isso? Eu ia na página para o login e havia o célebre link dos esquecidos: “clique aqui se você esqueceu a sua senha”.
Qual o seu nome de usuário? Nào sei. Qual o nome do blog? Ah! Isso eu sei! Preenchi. A resposta: um email com os dados da seua conta foram encaminhados para o seu email de inscri,cão. E se eu não souber qual é o email de inscrição? Top, top, top… Tioma um fosfato para lembrar. Tomei e lembrei…
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Abril 13, 2008 por pontoaga
Nosso bem é também o nosso maior mal. Explico. Aquilo que nos torna os melhores é também o que nos torna os piores. O pensamento continua confuso?, eu sei. Qual a caracteristica que nos individualiza como povo? A despreocupação, a alegria, o famoso jeitinho brasileiro? É isso, somos um povo que não leva nada a sério, nosso “lasse faire” é o que ameniza e desorganiza o convivio social.
O nosso povo não tem uma indole que o leve a cobrar dos governantes; para o bem e para o mal não somos seguidores e ccumpridores da lei. Para tudo há um jeitinho, uma saída, uma forma de contornar os problemas – mesmo quando os problemas não são verdadeiramente problemas, mas a lei que regula e orienta para o convivio social.
Queremos o império da lei e, a um só tempo, não queremos. Queremos ordem na fila e queremos ser atendidos em primeiro lugar, ou queremos um passe-livre, ou um amigo que “nos quebre o galho”. Quereos o paraíso com uma legislação e um proceder do inferno. Impossível!
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