O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pretende alterar o brasão do país. A medida visaria alterar a imagem em que um cavalo aparece correndo para o lado direito e não para o – único – lado considerado certo que – segundo o presidente – seria o lado esquerdo. Este tipo de idéia á que faz das américas central e do sul locais ainda subdesenvolvidos. Não pelo pensamento de direita ou de esquerda que a medida sugere, mas pela preocupação com esse tipo de assunto. Com tantas e tão mais importantes matérias para se deter, o presidente acha tempo para se preocupar com o lado que está correndo um cavalo no brasão do país.
Não é bem o cavalo que corre para o lado errado, mas toda a américa do sul e a central. Pode ser até compreensível, uma vez que os regimes de direita nunca resolveram os graves problemas sociais da região, mas a esquerda também não possuí nenhum exemplo concreto de solução viável para o problema. O grupo liderado por Fidel Castro – que não resolveu o problema cubano, onde se tem uma miséria bem distribuída – que tem em Chávez um fiel seguidor, está se expandindo e conta agora com a adesão de Evo Morales, o recém eleito presidente da Bolivia – que em breve conseguirá distribuir a miséria no país.
A administração Lula da Silva, no Brasil, não fez as reformas preconizadas durante os anos em que foi oposição. O seu governo constituiu-se na continuidade do governo de Fernando Henrique Cardoso, frustrando de alguma forma as lideranças de esquerda da região – os distribuidores equitativos da miséria. Apesar disso, a tendência dominante na região continua sendo de esquerda, como uma forma de contestação “à politica de dominação do primeiro mundo”.
Bandeide – Usa – 30/01/2006