Posts de Fevereiro, 2006

Bono Vox

Fevereiro 28, 2006
Eu vi o comentário de alguém hoje, dizendo que Bono Voz “overstayed his welcome”, para usar uma expressão inglêsa que ele deve conhecer bem, na sua visita ao Brasil. Aliás, nosso Ministro as vezes também se passa um pouco na medida, a gente nunca sabe dizer com certeza quando se trata de um ou quando se trata do outro, quem é o ministro é quem é o artista, os limites nunca estão bem definidos. Diga-se em favor do músico, que ele avisou o presidente que continuaria como músico, já que ministro, todos sabem, ganha muito pouco – e é o funcionários do executivo com maior salário, imaginem os outros.

Para continuar nos meus aliases, esse é um governo muito pouco – mas pouco mesmo – profissional em qualquer campo da administração. Ou erra, quando entrega o galinheiro aos cuidados do lobo – veja o caso do Banco Central! -, ou erra quando entrega para um amador qualquer, no princípio que rege este governo, o da companheirada ou da companheiragem geral. Assim, de cima abaixo, todos são o que costumamos chamar de quebra-galhos, profissionais mesmo na matéria tem muito poucos, nesse ponto o ministro da cultura não é a exceção, é a regra geral

Mas vamos ver no que vai dar, ainda temos mais uns dez meses de república metalúrgica, república graxeira. Depois e torcer para não ter que aturar esta turma por mais quatro. O país? O país agüenta, sempre agüentou isso e talvez agüente até coisa pior. Eu não sei é seu eu agüento mais uma administração dessas…

Trabalho e trabalhos

Fevereiro 28, 2006
Dizer que qualquer trabalho é igual é desconhecer a natureza das diversas ocupações. Tem gente que é colocado numa redoma e passa a achar que a vida é aquilo, rapidamente esquece que existe uma “vida real lá fora”, onde tudo é mais complicado, onde pequenas preocupações, ausentes de quem vive na redoma, passam a ocupar o dia-a-dia de quem vive “lá fora”. Coisas simples com garantir o arroz e o feijão de cada dia, – que não é fornecido pelo governo – o colégio das crianças, a condução, segurança, médico, hospital e remédios, tudo coisas, que aqueles que vivem dentro da redoma, “fora da vida real lá de fora”, esquecem que é preciso lutar no dia-a-dia, todos os dias.

Nosso “amado e cada vez mais, sempre mais, querido presidente”, declarou que “por ele não tirava mais férias”, e que “nem sabe porque as pessoas tiram férias”. Talvez porque ele tenha trabalhado pouco tempo na vida, aposentadoria precoce, sabe como é se aposentar com apenas três anos de trabalho não é para qualquer um, dá nisso, pouco trabalho, depois fica dando essa vontade “disgramada” de trabalhar. Mas não é todo mundo que trabalhou pouco assim, viu Sr. Presidente, tem gente, – eu inclusive – que trabalhou em dois empregos, que financiou os estudos, viu Sr. Presidente, que não teve preguiça “disgramada” de ler e se formou em faculdade pagando com o esforço do próprio trabalho. E nunca foi político, viu Sr. Presidente, sempre teve que trabalhar para ter as coisas.

Volta e meia a gente tem que ouvir cada uma, que parece até duas… Contando não acreditam…

Tv verdade!

Fevereiro 28, 2006
A locutora do programa de abobrinhas na tv: “Já imaginaram quanto sacrifício é ficar meses na casa sem assistir televisão?” – se referindo ao programa BBB6 da rival Tv Globo. Duas constatações: Primeira: com a falta de criatividade que esse pessoal dessas redes de tv têm, que é um pouco menos do que uma ameba, se quebra a tv Globo quebra o resto todo porque ficam mudas e sem assunto para sempre; segundo: o duro não é ficar sem ter que assistir tv, o duro é ter que assistir essa tv sem qualidade que vocês fazem! Putz!

Terça-feira gorda, dia de carnaval, marca praticamente do fim do carnaval. Para mim esse carnaval foi assim, sabe como é? Foi, quando eu fui ver ele se “foi”. Mas nada contra a maior festa popular do Brasil, praticamente só ficando atrás da diversão considerada a número um na preferência popular do brasileiro, que é sacanear os outros, depois disso, o carnaval é o que os brasileiros mais gostam. Esse é um povo realmente muito divertido!

Fiquem com Deus, não se esfalfem muito no carnaval e até a próxima!

O carnaval e os bastidores

Fevereiro 28, 2006
Nesse período de carnaval a gente sente que o país tenta andar, ou que pelo menos alguns tentam trabalhar, mas só o que evoluí são as escolas de samba nas avenidas, o resto fica em ritmo de samba e de espera para quando março chegar. Essa, aliás, sempre foi a nossa característica, o ano nessas terras d’alem mar só começa depois do carnaval, esse período que precede os festejos é de férias e veraneio. Mais um motivo porque fracassou aquela desatrosa convocação extraordinária do Congresso Nacional, brasileiro não gosta de trabalhar nessa época.

Diga-se, a bem da verdade, que esse “brasileiro que não gosta de trabalhar” é o das classes que podem se dar ao luxo de não trabalhar, caso de políticos – que esses sempre trabalham muito pouco – e de algumas outras categorias. Para o povão, aqueles que trabalham de manhã para garantir o pão da tarde, a história é outra, a escolha não é muito fácil, fica entre trabalhar ou não comer.

No meio desses festejos, como planejado pelo nosso “querido e sempre amado presidente”, vão passando os números do desempenho pífio da economia brasileira em 2005. Números que a turma de ufanistas do governo não teve topete suficiente para divulgar de peito aberto e cara limpa. Usaram o subterfúgio de divulgar o resultado na sexta-feira, véspera de carnaval, tentando fugir do mico de explicar como, alguém que vive se ufanando de grandes feitos economicos, que dizem só eles sabem governar, que fizeram mais que todos os outros, que ousam se comparar a um grande Juscelino – com o qual o Brasil cresceu 11,0%! – obtém um desempenho titica de 2,3% desses. Como se vê, eles só têm topete para a basófia e as bravatas.

Bem, o jeito é esperar até a quinta-feira, não!, é melhor esperar pelo dia 6, quinta-feira é quase fim de semana, sabe como é, trabalhar em fim de semana dá azar, no dia 6 começamos o ano. Até lá e feliz ano novo!

Do rock para o samba!

Fevereiro 27, 2006
A música aqui não é o objetivo, é o pretexto, tudo em torno da festa, tudo para fazer festa. Estamos em pleno carnaval de 2006. Hoje é segunda-feira, véspera da chamada terça-feira gorda, ou do dia de carnaval propriamente dito. Para os que gostam do carnaval é dia de se esbaldar, porque a dita gorda, não é tão gorda, que gorda mesma é a sexta-feira que abre os festejos. Quando chega a terça-feira, não há como esconder aquele indisfarçável cheiro de quarta-feira de cinzas que já se avizinha.

Folga para uns, trabalho para outros, a festa vai transcorrendo dentro do que se espera. Escondidos dentro da festa, vão passando os números pífios do desempenho da economia brasileira em 2005, em mais uma artimanha desse incopentente governo- mas competente, como se pode constatar em “estratégias e malandragens” -, que tenta despistar sua péssima administração, esses ridículos 2,3% de crescimento, número que só supera os resultados da República do Haiti, país em constante guerra civil.

O resto é o resto…

Carnaval

Fevereiro 27, 2006
Não dá para classificar o carnaval como uma festa 8 ou 80, daquelas de amar ou odiar, existem todas as gradações possíveis em torno dos festejos momesmos, desde o total desprezo, até o envolvimento total. Para alguns é mais do que uma festa, é uma atividade econômica, caso do pessoal que trabalha como empregado nos barracões das escolas de sanba onde são confeccionados carros alegóricos, adereços e fantasias.

Para outros é algo que para ver na televisão, o desfile das escola, aquele espetáculo bonito, bem colorido, e não passa disso. Para os tercedores é motivo de muita preocupação, a torcida para que a escola tenha uma boa classificação, que ganhe o carnaval. Se não for o caso, que pelo menos permaneça no grupo das escolas especiais, que não caia de nível.

Para mim, carnaval é motivo de saudade, eu que gosta tanto dos bailes de salão, mas que hoje não vou mais, hoje eu saio no bloco dos televisivos.

Técnicas de Apascentamento

Fevereiro 27, 2006
Eu agradeço muito a Deus, nesses tempos bicudos que andam por aí, pelo menos eu tenho essa função digna e honrada: sou um apascentador de cabras. Foi uma conquista obtida com muito esforço, com muito treinamento. Você acha que ser um apascentador de cabras é um coisa que é só ir chegando assim e logo ir apascentando? Não se apascenta sem prática apascentatória!

São técnicas milenares que passam de pai para filho e depois para o outro filho, e depois que se casa e tem um filho, passa para esse filho que por sua vez passa para o filho, que passa para o outro filho que… bem!, acho que você já entendeu essa idéia contida na “lógica da transmissão do conhecimento intergeracional”, não é mesmo? Porque se você não entendeu, eu posso explicar novamente: O pai passa para o filho que passa para… O que? Você já entendeu tudinho? Está bem então.

Além disso tem a pose, acho que essa é a técnica mais difícil de ser compreendida. Não basta ser um apascentador de cabras, você têm que se parecer com um deles, este é o segredo. Por quê? Não, não é uma questão de aparecer por aparecer. Pense comigo! Se você não se parece com um apascentador de cabras, como é que as cabras vão saber que serão apascentadas por você? Como? Um crachá escrito “Apascentador de Cabras”? Eu não havia pensado nisso…

Carnaval e Outras

Fevereiro 27, 2006
O final de semana de carnaval passou, os jornais da segunda-feira disputam para ver quem consegue colocar “a mais bela desnuda na primeira página”; nessa disputa entram em destaque os verdadeiros destaques, as rainhas das baterias das escolas de samba: um desfile de mulheres belas e com pouca roupa.

Valéria Valensa, a rigor, exibe um tapa-sexo, acho que fica com o título da com menos roupa, menos que isso só o nú, e depois, quem sabe, para agredir um pouco mais um nú ginecológico. Gosto de ver as belas, mas me vejo na obrigação de comentar sobre o exagero, talvez fosse melhor insinuar mais e mostrar um pouco menos, mas isso é questão de opinião, que como sempre digo, é como bunda…

Passou enrolada, no meio das mulheres e das suas poucas roupas, a também pouca vergonha do nosso governo federal, que usou o carnaval como artíficio para esconder “as vergonhas”; sempre tão ufanista em matéria econômica, não teve brio para enfrentar o palanque e anunciar o crescimento ridículo, pífio, irrisório, fracassado, medíocre, de apenas 2,3% no PIB do país em 2005, onde estão os ufanistas?

Resta um consolo, para quem tem o topete de pretender se comparar com o grande Juscelino – crescimento de 11,0%!!!! – conseguimos ganhar em todas as américas do Haiti em guerra civil. Tem gente que não se enxerga mesmo!

O Pior Cego

Fevereiro 27, 2006
Não é à toa que o ditado afirma que o “pior cego é aquele que não quer ver”. O que tem se feito de manobras nos últimos anos para mascarar, deturpar, ocultar, e todos os outros adjetivos que signifiquem manipulação dos dados, no Brasil é uma enormidade. Certos dados básicos para qualquer pesquisa estatística séria foram sumariamente abandonados; em outros casos simplesmente abandonou-se os resultados anteriores que envenenavam os resultados atuais, e os comparativos passaram a ser feitos com base em “períodos mais favoráveis”; o crescimento vegetativo, ítem fundamental em qualquer pesquisa, quase sempre é omitido.

Não sou um profissional na área da estatística, apenas um curioso, mas é impossível não “enxergar” essa política que visa cegar a população, mascarando a realidade. Há pouco até um ato administrativo foi implementado, impedindo a divulgação de estatísticas sem o aval “da presidência da república”. Um instituto de avaliação do próprio governo, pois o povo usa as estatísticas para saber como vai o seu governo, foi “devidamente domado” e colocado sobre controle do poder central – ato, alias, bem característico desses governos que se dizem “democráticos” mas praticam uma democracia de conveniência bem interessante – que gosta de controlar a imprensa e tudo o mais.

Esse controle exercido sob a publicidade dos órgãos estatísticos, mesmo que se alegue que não visa alterar os dados publicados, foi o que propiciou agora, que a divulgação desse crescimento econômico ridículo, pífio, de 2,3% no ano passado, um resultado desastroso para esse governo incompetente, fosse divulgado numa sexta-feira, numa véspera de carnaval! Isso é algo democrático e admissível?

Eu. que sou leigo na matéria, mas que procuro me informar sobre as realidades do país, sei da dificuldade de se obter qualquer dado confiável, tudo está escondido, tudo é complicado de se obter, não há dados resumidos, tudo está em tabelas monstruosas, propositalmente para dificultar a consulta. E olhe que sou o que se pode chamar de “macaco velho” na internete, faço idéia de como enfrentará tudo isso um usuário novato, certamente desistiria na primeira tentativa.

Estava consultando há pouco dados sobre a evolução no consumo de combustíveis no país. Os dados da última década, com exceção de óleo diesel, se aplicadas as boas normas estatísticas, apontam para decréscimos no consumo de todos combustíveis. O que isso quer dizer? Que a população adquiriu consciência ecológica e está andando mais a pé ou de bicicleta? Que a população está falida e não tem dinheiro para um combustível cada vez mais caro? Que nosso país está encolhendo economicamente? Todas as respostas? Nenhuma delas?

Este é só um exemplo daquilo que eu desejava explicar. O mesmo se dá com outros dados importantes, no caso do desemprego, você acredita que o desemprego diminuiu nesses últimos tempos? Pois é, nem eu acredito nisso. Li estes dias que para se calcular o número de desempregados, os que estão desempregados há mais tempo deveriam ser excluído dos índices, se considerando só os “novos desempregados”. O que fazemos com os “velhos desempregados?” Pulverizamos?

Pensem nisso, enquanto eu digo até a próxima…

Os Relacionamentos e o Carnaval

Fevereiro 27, 2006
Não tome nada como absoluto, isso que eu vou escrever aqui também entra nessa esfera do relativo, ou seja, depende muito de cada caso, depende muito do casal. Eu nunca gostei de ir a bailes de carnaval quando tinha algum compromisso com alguém. Por que eu não consigo me conter e acabo atacando alguma mulher na frente da minha companhia de baile? Não, não é nada disso.

Não gosto pela natureza da festa. Eu acho que exigir certos comportamentos nos bailes de carnaval é querer demais, é esperar demais. Uma festa lasciva, com um espírito bacante, que reúne homens e mulheres com pouca roupa e com muita bebida – quando não têm outras coisas junto nesse coquetel – na cabeça, não pode dar um resultado muito bom.

Eu fui a vários bailes de carnaval, não sou marinheiro de primeira viagem. Com alguma sorte você vai e não ocorre nada, não existe nada matemático dizendo que vai ou tem que acontecer alguma coisa, mas o que eu quero dizer é que quem vai tem que assumir o risco de que possa acontecer. No meu caso não me agrada assumir esse risco.

Por isso, para mim, carnaval. de comprometido é em casa, pela televisão, na certeza de que não haverá rolo, nem brigas com gente alcoolizada. Quem vai a uma festa, vai para se divertir e não para participar de cenas de pugilato, ou para ficar o tempo todo atento ao que possa acontecer.