Posts de Abril, 2006

Anti-war protesters march in NYC

Abril 30, 2006
Um número de 70 mortos nesse mês de abril, entre as tropas designadas para o serviço no Iraque, para ter arrefecido o ânimo até dos mais “patrióticos” americanos do norte. Uma quantidade estimada em 300 mil norte-americanos protestaram numa passeata pelas ruas de Nova Iorque, pedindo o imediato retorno das tropas. Entre as celebridades presentes, a atriz Susan Sarandon e o reverendo Jesse Jackson.

Um Robim Hood atrapalhado!

Abril 30, 2006

Eu vi o desespero do Jabour na sua coluna de O Globo do último dia 24 de abril; já havia visto algo semelhante acontecer com o Zuemir Ventura e com outros jornalistas/escritores de renome do país.

Todo mundo vive segundo uma lógica, achando que tudo nesse vida deve seguir a mesma lógica. Vezes há que surge um caso raro, como esse do escândalo que envolveu o Governo Lula, que não está seguindo a lógica que mandaria a simples razão pura.

Sei que os articulistas tem as suas razões, mas acho que eles esquecem de duas coisas: primeiro, que desde o início dessa crise as oposições fizeram questão de “livrar a cara do presidente”; e, segundo, não estão lidando com a lógica da razão pura, estão lidando com o povo.

Mais do que lidar com o povo, não acho justo ofender a nossa massa, classificando-a como ignara, pois há uma certa lógica na atitude das classes menos favorecidas: esse governo pode até ter melhorado pouco, mas melhorou a vida dos mais pobres.

O que se alega – e este é um ponto justo para se queixar – é que o governo protege os endinheirados, a classe mais rica, os banqueiros, enquanto achaca da classe média, ou seja, promove uma redistribui”cão de renda tirando de quem tem muito pouco – o que não exige muita valentia – para dar para quem não tem nada. Ou seja, estamos diante de um Robim Hood atrapalhado!

Um blog legalzinho

Abril 29, 2006

Querem ler um blog legalzinho? Está bem, ele também é escrito por mim, mas acreditem – isso não chega a ser um defeito, ou é? – , ele é bem legalzinho. Confiram:

http://opiniario.blogsome.com/

Se não for, depois vocês me cobram nos comentários, combinado?

Minha?

Abril 28, 2006
Eu tinha, essa mania de chamar de minha. Mas é uma impropriedade, ninguém é de ninguém, nem quando é, muito pior, e o que dizer quando não é. A minha mulher! Que minha, minha o quê, cara-pálida? Que pretensão é essa? Pode ser a “minha senhora”, eu o servo, essa relação de senhoria ainda serve, outra qualquer não funciona. Dizem que todos nós precisamos de uma “amor pra chamar de seu”, parafraseando a musica do Erasmo, mas não adianta, quem nas para servo nunca vai chegar a senhor.

Dizer a verdade eu preferia a alforria, porque essas coisas não podem ser pedidas, devem ser concedidas. Quem não faz bom uso deve ceder para outrem que o faça, vocês não concordam? Se o cara – boa coisa ou não, ninguém está querendo propagandear a mercadoria! – mas se o cara não é apreciado, não é justo que ele deva ainda se se rebaixar para pedir a sua própria alforria? É pedir demais, é ser cruel demais.

Para representar essa situação é necessário usar um palavrão, mais é o que melhor representa a situação: “não fode e não desocupa a moita”. E o que tem de mulher assim por aí se fazendo de gostosa não é pouco. Quer saber? Larga eu pro mundo!

Memórias

Abril 27, 2006
As confusões com as memórias do seu computador! Afinal o que é, ou quais são as memórias de um computador, e para que servem? Uma amiga me perguntou e resolvi responder como normalmente não faço, sem pesquisar, propositalmente, para que a resposta saia a menos técnica possível.

Memórias servem para guardar informações, guardar dados. O que modifica os tipos de memórias são as finalidades com que são guardados estes dados e o tempo que são guardados. Normalmente os usuários costumam confundir dois tipos de memória: a memória de processamento – ram, e a memória de disco, capacidade de armazenamento do disco rígido, do winchester.

A memória de processamento é a que permite a máquina carregar programas para que sejam executados, assim quando você liga o seu micro é necessário que ele carregue o sistema operacional e outros programas que fazem o seu computador funcionar, essa é a memória ram (memória de acesso randômico, uma memória volátil, que só existem enquanto o computador está ligado – quando você “dá um resset na máquina”, você na verdade limpa a memória de acesso randômico, zera a memória ram).

A memória de disco, ou do winchester, é a memória na qual você grava programas, músicas, textos, fotos, etc. É o tipo de memória que não se apaga quando você desliga o computador, uma memória permanente, e que só será apagada intencionalmente através de um comando “delete”.

Será que ajudou um pouco a esclarecer?

Símbolos de separação

Abril 27, 2006
Lua e sol normalmente são tomados como símbolos da separação, de realidades que convivem em momentos diferentes, um da noite e o outro do dia. Essa é uma interpretação errônea, visto que o brilho da lua, o que a torna imponente e visível, é a reflexão da luz solar. Não fosse por isso a lua, que é um astro sem luz própria, não teria essa importância, essa imponência. Podemos dizer, pois, que o sol empresta um pouco da sua imponência para a lua, que, com a luz recebida do sol, se torna luminosa, se torna viva.

Amadurecimento

Abril 27, 2006
Não, não estou me referindo a uma fruta no pé. Refiro-me ao amadurecimento que leva ao entendimento do mundo, a compreensão das relações dos homens entre si e com o mundo que o cerca. Isso é algo que demanda um certo tempo, assim como a fruta, mas também necessita de um “sol do conhecimento”. A um espírito simples, despreparado, o amadurecimento dos anos nem sempre traz como conseqüência natuaral o amadurecimento do espírito. Ser um velho não significa ser um sábio, contrário senso, em um jovem é até possível encontrar um espírito maduro.

Nós somos uma país maduro, um país com 506 anos não é mais nenhum infante, já temos alguma história para contar. Somos madurões na idade, mas somos imaturos no comportamento, como habitantes do país, no saber ser uma cidadão, no comportar-se como tal. Falta-nos o conhecimento, o enfrentamento de certos ritos de passagem que formam os povos. Gustave Le Bom, o filósofo francês do século XIX, dizia que é preciso um derramar sangue para lavar a alma de um país, para que seus habitantes adquiram valores morais.

Não sei até que ponto as teorias de Le Bom estão certas, mas todos os grandes países de hoje já enfrentaram as suas guerras, já derramaram a sua cota de sangue. Eu gostaria sinceramente de acreditar que Le Bom estivesse errado, que não fosse preciso paassar pela desgraça de uma guerra para transformar o país numa grande nação. O que nos torna capazes disso é a inteligência, a capacidade de absorver, de aprender com a experiência dos outros. Se já sabemos que o caminho é este, porque não crescermos sem ter a necessidade da expiação?

Legitimidade

Abril 27, 2006
Lembro do início da guerro do Iraque, quando amigos brasileiros que moram nos Estados Unidos defendiam com unhas e dentes o governo Bush. Não havia argumento, explicação, lógica, ou o que quer que fosse que fizesse que o pessoal que mora lá abrissem os olhos e vissem a realidade: o governo Bush enfrentava uma crise de legimitidade, com o atentado de 11 de setembro, sem que achassem um inimigo para massacrar, resolveram unir o útil ao agradável – a intervenção no Iraque servia para arrumar uma guerrinha tão ao gosto do povo americano, uma forma de vingar o 11/09 (embora com o inimigo errado), e invadir uma nação rica em petróleo.

Agora se avizinha uma nova crise, estamos às vésperas de um novo enrosco, dessa vez com o Irã. Um lado dizendo que o uso de urânio é para fins pacíficos, o outro dizendo que o interesse é desenvolver aparatos bélicos nucleares. Fica muito difícil de se julgar quem tem razão na questão, principalmente quando um dos lados, o lado que detém o maior arsenal nuclear do mundo, se arvora a ser um dos únicos com o direito de possuir este tipo de arma.

Essa coisa do Eua se arvorarem em polícia do mundo não sei se vai dar em boa coisa.

Notícias

Abril 27, 2006
Ainda bem que o termo não vem do inglês, “news”, pois as notícias de hoje não são o que se pode chamar de novidades. Na Camara dos Deputados, o presidente, com seu estimulante vozeirão, anunciou que a verba de combustível não pode ultrapassar os 30% do total da verba que cada deputado recebe para as despesas. Convenhamos que é pouco rigorismo para combater mais uma das sacanagens dos excelentissímos senhores dePUTAdos federais. O povo já está de saco cheio dos políticos e das suas maracutais, é uma em cima da outra, a canalhice é interminável.

No julgamento da freira assassinada em Anapu, fez-se a justiça, condenando-se o articulador do crime, aquele que negociou o assassinato da irmã, intermediando mandantes e executores. O único senão em tudo isso é essa participação popular nos julgamentos. Essa presença maciça de ongs, de partidos políticos e de movimentos, que funciona como um argumtno de pressão para que “se faça a justiça” não sei se é coisa boa. A mim me parece, sem entrar em nenhum caso específico, que a justiça deve funcionar com isenção de qualquer forma de pressão.

Na Bolívia, o índio cocalero presidente continua aprontando das suas. Agora está expulsando uma metalúrgica brasileira que estava se instalando no país. Independente das razões que possa ter para motivar a atitude tomada, a declaração de que “não há diálogo, a não ser a nacionalização da empresa”. A Petrobrás já está pagando os seus pecados. Segue a trajetória chaviana que usa a democracia para acabar com a democracia, encerra bem a doutrina dos vermilhinhos, certos estão os que dizem “nego em nome dos vossos princípios, os princípios que me exigis em nome dos meus”.

As novas galés!

Abril 27, 2006
Não faz muito tempo escrevi uma crônica sobre os aviões e as classes sociais. Os aviões são um dos lugares onde a diferença de classes sociais está mais claramente jogada na cara dos usuários. Não há disfarces, não há meias palavras, metáforas, subterfúgios, não há contemporizações, ou você é um Primeira Classe, Um Classe Executiva ou “ponha-se já no seu lugar!”

A humilhação começa no embarque – aliás, começa antes, nas salas de despacho e embarque vips! -, onde os passageiros das classes superiores tem a preferência, embarcam antes; e rumam para locais onde impera o luxo, o conforto, o atendimento, o menu diferenciado, etc. Não há quem ou como não sentir o peso do dinheiro, ou nesse caso, da falta dele, como para quem adentra um avião.

Pois agora estamos atingindo mais um patamar nos níveis de humilhação; não evoluímos, como seria de supor, para uma revolução que nos tornasse iguais à bordo de um avião, mas, suprema humilhação!, adotamos uma classe onde os passageiros vão viajar em pé. Isso mesmo que você ouviu! Coisa do tipo coletivo de transporte urbano, logo aquele “mais um passinho ao fundo do corredor, por favor”, será ouvido insistentemente no interior dos aviões.

Nesse caminho logo chegaremos ao ponto final da crônica que escrevi há alguns anos atrás: muito em breve as turbinas dos aviões serão substituídas por remos. Adivinhe só quem vai remar?