Posts de Julho, 2006

Suspeita Confirmada!

Julho 31, 2006

Dunga, não o anão, mas o “Capitão do Tetra”, é o novo técnico da seleção nacional, do escrete canarinho. Essa indicação confirma várias suspeitas: que o futebol brasileiro continua sendo dirigido pela “mãe do badanha”, e que a figura de técnico de futebol é muito mais do que menos, decorativa.

Menos nos aspectos técnicos, que ninguém entende mesmo aquela sopa de números, os 3-5-2 ou os 4-4-2, sempre achei que eram 11 contra 11 e pronto! Mais nos aspectos de ter um “paizão” no comando, jogador de futebol é muito dependente da figura paterna e indisciplinado. O paizão serve para puxar as orelhas – com cuidado para não arrancar os brincos! – da turma.

Peço desculpas aos técnicos que ainda “se acham”, creio mesmo que alguns tentam, mas não acredito uma vírgula nessa coisa de técnico de futebol ou presidente da república, não acredito que eles não fazem a menor diferença, no Brasil, bem dito! Bom, para ser justo, talvez os técnicos de futebol ainda façam um pouquinho de diferença…

Uma penca!

Julho 31, 2006
Para que provoquem os seus efeitos de tragédia, as tragédias precisam vir com vítimas às pencas. Assim como as drogas, que depois de um tempo passam a não fazer mais efeito, obrigando ao usuário o aumento da dose, são as tragédias. Não basta que ceifem vida, uma vida já é muito pouco para provocar mais do que um balançar negativo da cabeça, tragédia que se preze tem que matar mais do que uma dezena.

Não havia possibilidade e nem probabilidade de um cessar-fogo no mais recente conflito Líbano/Israelense (ou Hezbollah/Israelense?). Por quê? As vitímas, embora numerosas, não vinham às pencas, eram centenas, mais de quinhentas, mas sempre em número pequeno de cada vez, a cada um dos ataques. Precisou a “matança” de 60 civis libaneses – uma penca! – para sensibilizar oponentes, para sensibilizar o mundo.

E havia crianças entre as vitímas, fato que sempre ajuda a provocar uma comoção maior. Isso vale para o mundo. Aqui no Brasil mesmo, vitíma unitária não faz verão, salvo quando não se trata de humano, mas de algum anilmalzinho – vitíma que sempre é mais sentida do que os humanos, não me perguntem o porquê! -, o resto, se não forma uma penca não vale nem notíciar.

Depois alguns acham que nós estamos evoluindo. Para aonde?

Quintana e os modelos

Julho 30, 2006
O Brasil dos eruditos adora os modelos. E detesta quem se afasta deles. As coisas para serem consideradas boas devem seguir seus modelos, todos estão condenados a segui-los. Quem? Famosos, normas, críticos, eruditos. Ai, pobres são aqueles que se pretendem originais – logo considerados os bossais. Se populares, pobres são. Todo valor vem da erudição, da sua maior incompreensão.

Gostaria de confessar que não entendo os poemas de Quintana. Faria bem, agradaria aos eruditos. Mas, infelizmente para o poeta – eu os entendo, são acessíveis, apetecíveis ao meu gosto e certamente eles estão bem a mão, ao sabor do gosto popular. Suas frases, seus versos, sua visão de mundo me agrada.

O passarinho, que hoje voa em outros céus, deixou um ninho onde me sinto acolhido.

Felicidade

Julho 30, 2006
Leio no jornal que pesquisadores descobriram que a Dinamarca é o país onde vivem as pessoas mais felizes do mundo. Não me causa nenhuma supresa. Deveria! As pessoas mais felizes do planeta vivem num país nórdico, de clima frio! Eu imaginava que deveriam viver ser numa das ilhas da polinésia, numa daquelas tribos dos mares azuis, tomando água de coco e comendo frutos do mar, tendo como pano de fundo uma daquelas paisagens paradísiacas.

A gente se engana, muitas vezes faz uma previsão e erra. Mas não erra de muito. Lembro que escrevi uma crônica, um pouco antes dessa copa do mundo, dizendo que preferia viver num desses países nórdicos do primeiro mundo do que ser hexacampeão mundial de futebol; o óbvio: futebol só enche barriga de quem vive profissionalmente dele, para o resto é só ilusão. Eu estava certo, essa pesquisa confirma que, mesmo sem serem campeões do mundo de futebol, eles são os mais felizes do mundo.

A mesma pesquisa informa que o Burundi é o lugar das pessoas mais infelizes do mundo e que, entre 125 paises pesquisados, nós ocupamos a 82ª posição. Não está de todo mal, podia ser pior. Embora essa pesquisa, com certeza não espelhe a nossa realidade, a profunda e injusta distribuição de renda nacional; certamente temos aqui uma Dinamarca e vários Burundis.

Trem do amor

Julho 30, 2006

Eu fico assim quietão, parado e temeroso de fazer a pergunta que não quer calar. Quando foi mesmo que nos amamos, esse tanto ou muito mais? Ou quando foi que eu falei em te amar? Talvez eu fale demais, talvez eu fale demais em amares nos meus versos, nos meus cantares. Eu sei que temerário nesse mundo carente, não preparado para tanto amor, jogado e inominado. Logo vem alguém e dele se apropria, como se dele fosse, como se a ele fosse todo dirigido. E depois, de assim bem digerido nunca mais quer devolver.

Meu amar é assim, não exclusivo, não conclusivo, não egoísta. Não insista! Prefiro um amor idealista, fraternal, não quero ser o único a te amar, a te gostar. Acho bom que te amem, todos quantos possam e queiram, que de ti gostem, e que te queiram, todos quantos muito bem!

Que seja um trem! Muitos vagões de amantes, uma linha de bemquerentes, que em cada olhar se veja um grande amar, em cada mão a te afagar, pois de ti gostar é tão fácil como fácil é amar e querer bem a um alguém. Tenho amar, tenho amares, um coração grande e cheio, tranbordante… a te esperar…

Trem do amor

Julho 30, 2006

Eu fico assim quietão, parado e temeroso de fazer a pergunta que não quer calar. Quando foi mesmo que nos amamos, esse tanto ou muito mais? Ou quando foi que eu falei em te amar? Talvez eu fale demais, talvez eu fale demais em amares nos meus versos, nos meus cantares. Eu sei que temerário nesse mundo carente, não preparado para tanto amor, jogado e inominado. Logo vem alguém e dele se apropria, como se dele fosse, como se a ele fosse todo dirigido. E depois, de assim bem digerido nunca mais quer devolver.

Meu amar é assim, não exclusivo, não conclusivo, não egoísta. Não insista! Prefiro um amor idealista, fraternal, não quero ser o único a te amar, a te gostar. Acho bom que te amem, todos quantos possam e queiram, que de ti gostem, e que te queiram, todos quantos muito bem!

Que seja um trem! Muitos vagões de amantes, uma linha de bemquerentes, que em cada olhar se veja um grande amar, em cada mão a te afagar, pois de ti gostar é tão fácil como fácil é amar e querer bem a um alguém. Tenho amar, tenho amares, um coração grande e cheio, tranbordante… a te esperar…

Do muito e do pouco

Julho 27, 2006
Chove muito aqui no sul e pouco no centro do país. É um exagero dizer que chove muito, melhor dizer que chove há vários dias, numa relativa abundância, para mudar a tendência desse inverno que, seguindo a do verão, continua mais seco e mais quente do que o costume. A mulher do tempo na televisão diz que em Minas Gerais o teor de umidade no ar está abaixo dos 11%, menos do que no deserto do Saara, coisa feia.

O homem estraga a natureza e ela responde. Duro troco e nem sempre na justa medida. O estrago, muitas vezes, vem de longe, e acaba pagando o preço quem não tem nada a ver com o negócio; coisa de quem habita essa nave única chamada terra.

Aventureiro

Julho 27, 2006
Um barco de 30 pés enfrentando um mar. Qual o termo de comparação? Nenhum. Quase covardia. Uma casquinha minúscula frente a um gigante, imenso, quase infinito. Só não é convardia porque o gigante não lhe desafia, ao contrário, foi você quem comprou a briga, metido!

Ante o tamanho daquelas ondas o barco não parece maior do que uma casca de amendoim. O mar trata-o com desprezo, joga para os lados, para cima e para baixo, o estômago vira do avesso. Um temporal, muita chuva e vento, grossos pingos de água batem no rosto, parecem açoites, no leme, a tentativa é de manter a proa do barco apontando para as ondas gigantes. Agora não dá mais para fugir, é enfrentar ou morrer.

Nessas horas você questiona os aventureirismos. Qual a necessidade passar por tudo isso? Sonha com uma cama, a sua, quente e acolhedora. Sabe que esse é um falso dilema, não poderia viver na segurança de casa, precisa dessa adrenalina, do desafio, da aventura, tudo isso está no sangue. Ou na cabeça fraca.

Vai um espelhinho aí?

Julho 24, 2006
Quando o homem branco, esperto, chegou nas terras novas – África e Américas – logo descobriu que precisaria de um baú de quinquilharias para “negociar” com os locais, os nativos, gente que trocava ouro por espelhinho, prata90 por colar, diamantes feios, brutos, por vidrilhos lindos, lapidados.

Isso durou um certo tempo, necessário para que os exércitos pudessem se instalar e mandar os locais para… para algum lugar que não atrapalhassem o saque. Dalí para a frente não receberam mais nem o “precioso” vidrilho. Os civilizados carregaram as riquezas existentes no lugar, carregaram até aqueles “quase” gente como escravos; enfim, tudo que tinha algum valor foi levado.

Passaram-se séculos. Os mercados civilizados estavam esgotados; continuar vendendo era preciso, mas para quem? Foi quando alguém teve uma idéia! Vamos globalizar o globo? Vai funcionar assim: de hoje em diante fica decretado que todo mundo vai poder vender espelhinhos para todo mundo.

Os civilizados fabricavam os espelhinhos e os brutos – que gostavam deles – deveriam comprá-los. Era um plano perfeito, a prova de falhas! Surgiu um problema! Não havia mais ouro nem prata, aqueles metais inúteis, muito menos os diamantes brutos e feios. Os brutos – não os diamantes, as gentes – resolveram pagar com produtos agrícolas.

Foi aí que começou a vazar e a murchar a globalização: os civilizados só queriam vender, não queriam comprar agricultura de bruto nenhum. Daí resolveram inventar uma tal de Organização Mundial do Comércio para dirimir as divergências e obrigar os brutos – que também amam, e muito! – a comprarem os espelhos sem venderem seus verdes…

O resultado deu hoje na imprensa:

“Os 149 países membros da OMC terão que se contentar em suspender por tempo indefinido os esforços para instaurar uma nova ordem comercial mundial, após o fracasso nesta segunda-feira em Genebra das negociações entre as seis grandes potências da organização”

Esquiar no verão!

Julho 22, 2006
10/11/1999 – Há sete anos publiquei no Showcar (http://www.geocities.com/show_cars/news/sn_991011.htm), uma página minha na Geocities sobre automóveis e automobilismo, um artigo com este título, “Esquiar no Verão”, que versava sobre a nossa mania, burra, de programar todos eventos na temporada de inverno, deixando a temporada de férias sem programação:

Incorporamos às avessas as culturas dos outros países. Nos aproximamos do período em que a maioria dos brasileiros estão de férias, o final do ano. Férias passou a significar o período em que nada ou quase nada acontece no terreno esportivo. Os campeonatos das diversas modalidades são interrompidos. Não há futebol, competições automobilísticas, quase tudo que se refere ao esporte é paralisado. É um contra-senso que justamente na época do ano em que todos tem mais disponibilidade de tempo para o lazer ele não esteja disponível.

O forte da temporada dos diversos certames mundiais coincide justamente com o período de férias do local onde são realizados. Como o período climático mais favorável é o verão, é nele que as coisas realmente acontecem. São países onde a rigidez do inverno impossibilita a realização de eventos à céu aberto. Lógico e compreensível que assim ocorra, só não é compreensível que os nossos campeonatos sigam a regra às avessas.

Resumindo, sendo o verão o melhor clima para as férias e para a realização dos eventos esportivos, os países do hemisfério norte unem o prático ao agradável: as condições favoráveis de tempo com a disponibilidade de todos para o lazer.

Aqui do outro lado do planeta, com condições para a realização de eventos o ano todo, quase tudo acontece no inverno, no verão, quando temos disponibilidade de tempo, sem nada para fazer nós descansamos, ou quem sabe, para continuarmos imitando os paises do hemisfério norte, já que lá é epoca de esportes de inverno, arriscaremos um passeio até a Cordilheira dos Andes para praticar esqui ou escalada de montanha.

E está se repetindo, como sempre, esse fenômeno. Estamos na época das férias no hemisfério norte, e já a realização da Copa do Mundo de Futebol na Alemanha, o Tour de France, os Torneios de Tênis do Grand Slan, os grandes Majors do Golfe, etc. Certo, afinal de contas é a época certa para a realização de eventos, porque é verão na europa.

O brabo será quando chegar o nosso verão, vamos entrar no marasmo de sempre, de não ter programação alguma para assistir; não haverá eventos na europa, lógico!, lá será inverno e não haverá eventos aqui, porque gostamos de copiar os europeus em tudo, até mesmo quando essa cópia é às avessas!