Posts de Agosto, 2006

Quando o "moderno" não é o melhor

Agosto 30, 2006
Peguei esse gancho lendo o blog do Nelson Miler no Glob Online: “é um erro imaginar que a informatização é um maná que resolve todos os problemas”. A informatização funciona nos processos que requerem uma série de tarefas burocráticas e de controle, que as máquinas costumeiramente fazem em menos tempo. Exemplos: controle de estoques, emissão de documentos fiscais, relatórios, etc.

Qual seria a vantagem da automatização para um vendedor de pipoca? Mesmo que haja vantagens nessa automatização, quantas vezes você já ouviu a resposta: “Agora não é possível porque o nosso sistema está fora do ar.” Ou seja, quantas pessoas e entidades se tornaram escravos dos sistemas informatizados?

Quem passa a operar um desses sistemas sem se preocupar com alternativas que aumentem a eficiência e a confiabilidade dos mesmos (nobreaks, geradores de energia, backups, sistemas manuais emergenciais) não avança no sentido de prestar um serviço melhor para os seus clientes, cai numa armadilha com um “ar moderno”.

Preferências

Agosto 30, 2006
Preferir por preferir eu preferia mais agir e menos falar. Não que eu desgoste das palavras, mas é preferível ter o que narrar do viver a sonhar. Viver dos sonhos é não viver; ou viver o não vivido, o sonhado, o irrealizado, o pensado, bem ou mal. Viver por viver eu preferia o bem viver, que o bem é melhor do que o mal, simples assim sem grandes filosofias e coisa tal. Só quem prefere diferente é o anormal.

Nacionalidade ou nacionalismo levado ao extremo é masoquismo. Preferir ter nascido num país qualquer do terceiro-mundo, num país imundo e vagabundo, num país em que seus filhos não têm valores morais? Nascer não é questão de preferência, é fatalidade, e mortal é esse não ter direito a escolher uma nacionalidade que preste, aceitável, vá lá! Ao menos razoável…

Não dê muita bola, deixe prá lá, são divagações inúteis, fúteis, vãs…

Aceita um cigarro?

Agosto 29, 2006

Bah! Não sei…

Agosto 28, 2006

Uma consciência que devora
Ou um sentido que incomoda
Ao ver a passagem das horas
Nesse gotejar dos segundos…
©2006 – Ronaldo Souza

Para Entender os Índices

Agosto 28, 2006
Leia o texto abaixo:
“A confiança do consumidor brasileiro subiu um pouco em agosto, refletindo a melhora nas expectativas em relação ao futuro, que foram contrabalançadas por uma piora na avaliação da situação financeira presente das famílias. O índice de confiança do consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 0,7% em agosto frente a julho, para 102,6. O indicador sobre a situação presente caiu para 99,7, ante 102,7 em julho. Já a medida sobre as expectativas futuras avançou para 104,1, depois de ficar em 101,6 no mês anterior. A proporção de consumidores que consideram “boa” a situação financeira atual da família caiu para 15,3% em agosto, ante 18,4% em julho. A parcela que julgam esta situação “ruim” subiu para 16,2%, ante 15,5% em julho. Para 30,3% dos entrevistados, a situação financeira vai melhorar nos próximos meses. Esse percentual é maior do que os 23,8% registrados em julho. Apenas 2,5% apostam que a situação deve piorar. A pesquisa da FGV é feita com base numa amostra de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para esta edição foi feita entre os dias 1º e 22 de agosto”.

Então vamos tentar decifrar esse abacaxi cheio de contradições:
1. a confiança subiu, refletindo uma esperança no futuro, mas se baseia numa piora no presente (O que é isso???? Mais ou menos como o cara que ganha uma lata de bosta de cavalo de presente e sai procurando o cavalo?)

2. o número dos que acham que a situação atual é ruim subiu, mas a dos que acham que vai melhorar também subiu (Então é significa que pior do que está não vai ficar. É isso????)

Enquanto isso, o Ministro do Trabalho se revolta contra o índice do IBGE que aponta um aumento do desemprego no país. O dado anunciado pelo Instituto “não bate com o milagre do milagreiro – Lula, que vive dizendo que tudo está uma maravilha no país! -, então o ministro condena o Instituto e o dado anunciado: “Não sei aonde eles foram pesquisar esses números”, diz, esquecendo-se de que são os mesmos números que aceita quando são usados para elogiar as realizações do governo. É…

No final a conclusaão é a seguinte: “Tudo o que está bom – até o tempo! – foi o Lulinha quem fez; tudo o que está mal, podem culpar os governos anteriores”.

Por que eu deveria…

Agosto 27, 2006
…me entusiasmar com essa campanha eleitoral? Eu, que não sou diferente da maioria, já cansei de perder o meu tempo votando, sempre na (vã) esperança de que alguma coisa pudesse mudar no país. Mudam as moscas, a panela continua a mesma…

Nem, nem…

Agosto 27, 2006
Se não sou tão são que possa ser considerado normal, nem tão insano que possa ser considerado um louco, aonde ando nesse tênue fio que separa a loucura da razão?

O quanto valem as palavras?

Agosto 26, 2006
Muito ou nada. Dizem que a palavra empenhada é uma obrigação assumida. Mas qual o penhor que aceitaria uma palavra em troca de um grande valor? Dizem: “É palavra de honra”. Nestes tempos bicudos em que não há mais fio de bigode, existirá ainda essa honra que honre a palavra empenhada?

Pobres…

Agosto 26, 2006
Não vou incorrer no mesmo erro, dizendo, por exemplo, que os filhos que foram chamados a reconhecer o corpo da mãe dentro de um saco no necrotério de uma unidade do SUS, quando constataram que ela ainda estava viva, sirva como um exemplo geral do atendimento prestado pelo órgão; assim como o nosso inocente presidente da república não deveria achar “inocentemente” que o tratamento a ele dispensado é o mesmo dispensado a todos os segurados do sistema, dizendo ser o mesmo “quase perfeito”.

Esse parece ser um dos nosso maiores problemas. Quando Lula e sua galega se refugiaram na Granja do Torto, passando a viver por conta do baú da viúva, também passaram a achar que o maná fosse de todos, que os problemas da patuléia estavam resolvidos. Pobre torneiro mecânico guindado a tão importante e fora do seu alcance função, incapaz do discernimento para ver que o povo continua na mesma miséria, na mesma amargura; hoje apresenta um país que só existe nos seus sonhos, na suas quimeras infantis.

Pobre infantilizado povo que acha que poderá salvar-se pelas mãos de um salvador. Não sabe que a salvação só vem pelo suor que escorre do rosto, pelos calos que se formam nas mãos…

Tiq, taq, tiq, taq…

Agosto 25, 2006
No tiquetaquear dos tempos de outrora se passavam as horas. Hoje o tempo é digital. Os relógios não são, nem contém mais jóias, não estão recheados dos famosos rubis. “Veja este aqui, maravilha da mecânica, todo ancorado em rubis, 23 ao todo!” Se os relógios perderam seus rubis, perderam também a cara de relógio. São artefatos que marcam as horas, são chips, circuitos.