Posts de Novembro, 2006
Falando difícil
Novembro 30, 2006Gostaria de pedir vênia ao povo brasileiro
Novembro 30, 2006Estava vendo a declaração de renda dos srs. Deputados, a maioria com bens avaliados na casa dos hum milhão de reais e comparando com a minha, de funcionário público de nível superior, com mais de trinta anos de serviço e patrimônio abaixo dos 100 mil reais. Realmente este pessoal é mágico, todos eles eficientes e hábeis gestores das próprias economias, sugiro que escrevam, todos eles, livros ensinando ao povo como conseguir esses milagres da boa adminsitração.
Esses são os arautos da honradez e da probidade, a honestidade personificada. Pobre povo…
Ligado, mas nem tanto!
Novembro 30, 2006Um engenheiro de software norteamericano teve uma idéia a um só tempo original e esquisita: Decidiu batizar o filho com o seu nome. Até aí nada de novo, mas, como é comum nesses casos, dispensou o uso de Junior, Filho ou até o II (the second, usual nos Eua) depois do nome do filho.
O Filho se chama Jon Blake Cusack 2.0 – segundo o próprio pai, uma versão revista, ampliada e com novas funcionalidades, lançada no Hospital Comunitário de Holland, no Michigan – EUA.
Exagero
Novembro 29, 2006Quem sou eu para julgar, mas acho um exagero, você não acha? Seiscentas mil jovens atrás de meia dúzia de vagas, já não se trata mais de sonho, mas de realidade quase impossível. O diretor da Ford Brasil diz que dois países do mundo – ou melhor, duas partes do mundo – se destacam pelo número de candidatas: o Brasil e alguns países da Europa Oriental. Isso deve ser realmente retrato da nossa miséria. A saída é ser modelo ou jogador de futebol.
Como eu disse, isso é sonhar pequeno, ou pelo contrário, um sonho demasiado alto que se torna uma impossibilidade. Parece que todos acham que ser Ronaldinho Gaúcho ou Gisele Bündchen é a maior barbada! Segundo os especialistas são as próprias mães que atiram as filhas aos leões, não faltando nem mesmos aquelas que se dispõem a fazer próteses para aumentar a altura das filhas ou regimes drásticos para que elas atinjam pesos menores.
O Papa
Novembro 28, 2006Nesse recente episódio das suas declarações, o Papa sentiu-se sitiado, por religiões que, praticam aquilo que exatamente na prática o acusam, religiões que são símbolos vivos da intolerância. Agora mesmo, em sua visita a Turquia, o Papa pisa num território onde distribuir uma bíblia é crime punível com a morte; e não fale-se em crime religioso, posto que a sanção é constitucional.
Hoje o poder “racional” vem do explode e arrebenta; ou seja, se alguém discorda do modo de pensar que julgam ser o único aceito, a saída é a que manda a inteligência e a racionalidade: coloque uma bomba e exploda quem pensa de modo diferente. E ainda se consideram enviados de Deus. Deus tenha piedade deles.
Vã filosofia
Novembro 28, 2006Eu concordo com o jogo proposto. Posso transformar a parte ruim que me cabe nesse latifundio em alguma coisa suportável. Mas quero discutir essa cota, a distribuição das partes. Ou seja, só aceito o que não tiver jeito de recusar. Querem me fazer de dócil ovelhinha para que receba de bom grado tudo o que de ruim existe nessa vida? Tô fora, isso não é negócio pra mim.
Acontece muito nesse país, acontece muito nas nossas casas. A pior parte sempre toca para alguém, que se torna um mártir imolado em nome da felicidade dos outros. E isso é justo? Ou seria mais justo dividir o ônus igualitariamente por todos, para que o peso não fosse demais para um só?
As Bundas Cantantes
Novembro 27, 2006Fenômeno de multimídia, filho ou pai de dvd, o video-clip acrescenta (?) bocas e trejeitos – rebolados? – a música (?) e não deveria atrapalhar, mas acrescentar alguma coisa na coisa em si. Não vamos generalizar, eu sei que só metade dos vídeos é porcaria, trash, mas colocar imagem onde não há música não é questão de acrescentar, mas de substituir o ruim pelo pior. E ruim + pior não é = bom.
Eu não sei vocês, mas já estou cansado de ver caras e bocas e bundas cantantes, fazendo carinha de sexy, vendendo uma imagem que diz: “esqueçam o que eu canto, meu canto é o encanto da bunda!”. Nada contra as bundas, que cada coisa tem a sua importância na hora certa, mas, para cantar, ainda sou da antiga, prefiro apostar no talento de uma boa composição e na voz – que não sai das bundas, mas das cordas vocais.
A propósito, é melhor sair desse tema, do “que saí”, para evitar um conteúdo, como diríamos, escatológico. Essa é só uma opinião, nada contra os videoclips, nada contra a modernidade, mas tudo contra a encheção do saco alheio. Sei da óbvia necessidade da imagem para divulgar a música na tv, talvez a culpa não esteja nos vídeos, mas nas músicas, sabe como é, música ruim precisa de vídeo apelativo para vender.
Bundas cantantes
Novembro 26, 2006Estava analisando esse fenômeno de mídia dos video-clipes, tentando imaginar o quanto um influência o outro; já vi música inferior sendo promovida por clipe bem feito e não o vice-versa. A conclusão, desagradável ou não, é que o mais importante são as imagens, é o video, o visual. Parece-me ser uma diminuição no papel da música, que, em tese, era para ser o mais importante.
O visual serviria de moldura para o quadro, para a música; não é o que está ocorrendo, o visual está sendo quase tudo – para não dizer que já é tudo. Proliferam, como vamos dizer, requebrados de belos bumbuns e belezas que não são exatamente as letras – credo! – nem a música ou o vocal.
Desculpem-me os apreciadores do gênero, mas é cansativo, de mau gosto, para não dizer que enche totalmente o saco passar o tempo todo vendo caras e bocas e bundas cantantes.
Bem ligado!
Novembro 26, 2006
O ideal é estar ligado e não enrolado, que a imagem aí do lado dá uma idéia do que pode acontecer com a barafunda de fios (que representam informações) que entram sem um filtro apropriado. Se é importante receber, talvez mais importante, ainda, seja separar o joio do trigo, tarefa que não é fácil, ou não tão fácil quanto parece.
Não dá pra ir muito atrás de quem vende o seu peixe, pois para quem vende, o seu sempre é o mais fresco, o mais importante, é o melhor, “aquele que ninguém pode perder”. E oferecem assinatura, feeds, e etc. Cabe a você, que é alvo, público alvo, aceitar ou não, morder a isca ou deixar pra lá.
Como eu disse, se saber é bom, saber demais atrapalha, confunde, mistura o supérfluo com o essencial, típico caso de que nem sempre o que é demais é melhor. Para se convencer da validade disso basta comparar com o que acontece quando todo mundo fala ao mesmo tempo.
Estereótipos
Novembro 26, 2006Eu posso afirmar que tenho uma opinião estereotipada sobre moda: não gosto. Eu explico as minhas razões: não gosto de ninguém me dizendo o que eu devo ou não usar ou vestir; os conceitos de estar na moda ou fora dela eu, pessoalmente, não os considero válidos; não há como negar a influëncia comercial por detrás desse conceito de moda – as modas vão e voltam só para obrigarem as pessoas a comprarem; como exigir que uma pessoa que luta desesperadamente pela sobrevivência vá se importar ou considerar essa idéia de “andar na moda”?; você, é claro!, vai me dizer que moda é para quem pode, náo para quem quer. Eu digo que desse tipo de pensamento o mundo já está cheio! Ser desumano nesse mundo é mato.
Agora a imprensa descobriu que morrem pessoas no país com anorexia, bulimia. Não sei dizer até que ponto essas mortes estão relacionadas com o padrão de beleza imposto pelas famosas agências de modelos e os profissionais que trabalham com a moda. Perdoem-me, sei que muita gente depende da moda para viver, mas existe também muita futilidade, e muita bobagem nesse meio. Não pense que não possuo nenhum senso estético, sei apreciar qualquer coisa bem feita, ainda assim, entendo que existe muito exagero envolvido no setor.
Diga-se de passagem, isso não é uma exclusividade da moda, existem outros setores onde também são evidentes os exageros, mas ser como os outros não é perdão nem desculpa, seja para partido político, seja para atividade profissional fútil e exagerada. Independente da moda, que é uma das formas, senão a principal forma de ditar tendências e comportamentos, sei que essas doenças comportamentais possuem existência independente, assim, é um exagero vincular todos estes eventos tragicos somente com a moda.
