Posts de Junho, 2007

Carências

Junho 25, 2007
Ela me considera propriedade sua. Não diz isso muito, mas age como dona. Tem a propriedade do todo, do geral, mas descuida do particular, das partes que integram o todo. O que sou eu? Uma massa disforme, um todo sem individualidade que forma um um qualquer? Ou serei um conjunto de pequenas partes, peculiares, próprias, que me dão personalidade (formam a persona)?

Soa mais ou menos assim: esse monte aí é meu!

E meus olhos não vêem outros olhos a brilhar; minha pele não sente o contato, o carinho do teu toque; teus lábios não visitam os meus; eu preciso tanto do teu abraço! De uma demonstração de afeto, de calor, que me faça sentir que sou gente.

Ou então libere minhas asas e me deixe voar…

Carência

Junho 25, 2007
Ela me considera propriedade sua. Não diz muito, mas age como dona. Tem a propriedade do todo, do geral, mas descuida do particular, das partes que integram o todo. O que sou eu? Uma massa disforme, um todo sem individualidade que forma um um qualquer? Ou serei um conjunto de pequenas partes, peculiares, próprias, que me dão personalidade (formam a persona)?

Soa mais ou menos assim: esse monte aí é meu!

E meus olhos não vêem outros olhos a brilhar; minha pele não sente o contato, o carinho do teu toque; teus lábios não visitam os meus; eu preciso tanto do teu abraço! De uma demonstração de afeto, de calor, que me faça sentir que sou gente.

Ou então libere minhas asas e me deixe voar…

Ilustre chegado

Junho 24, 2007
O frio chegou, desembarcou de mala, cuia e um pesado poncho de lã nessa terra. Não que se esperasse outra coisa, mas é que atualmente inverno só na forma de amostra grátis: curto e insuficiente. Talvez seja uma forma de lembrar do outro lado da besta, do aquecimento global. Agora eu entendo quando diziam que iríamos terminar todos no inferno.

Se a globalização do bem nunca chegou, a do mal anda a galope. Nós só pagamos o preço do progresso. Nenhum bônus, só o ônus. Por falar em ônus do progresso, a chefia entendeu que bobagem é exclusividade sua, e logo proibiu os subordinados de proferirem pérolas e afins.

Olho para o relógio do notebook, horário de avião: 7:47. Muito cedo para qualquer coisa, muito tarde para outras tantas, mas isso é caso que não se mede em horas.

Travestido

Junho 22, 2007
Chegou o inverno travestido de verão. Depois de um outono invernal, entramos num inverno estival. Entramos no inverno e os termômetros desafiam a estação marcando imponentes 30 graus centígrados. Os mais impressionados dizem que é mais uma das conseqüências das mudanças climáticas no planeta, e que vamos acabar como assados numa grande fornalha (cruzes!).

Eu não sei o que dizer. Não confio nesse veranico de junho, não por ser desconfiado, mas por ter ouvido os metereologistas alertando para a chegado de uma nova “frente fria” trazida por deus Eolo no próximo final de semana. Aprontem-se para menos de 10 graus, ameaçam eles!

O melhor dos calores é o que vem da alma, o pior do frios é o que mora nela.

Mistérios

Junho 21, 2007
O assunto é triste, sujo e fedorento, ainda assim talvez um pouco menos do que a realidade brasileira. Muitos irão virar a cara, dizer que o tema é impróprio, a um só tempo em que permanecem impassíveis diante das roubalheiras levadas a efeito pelos nossos políticos, pelos nossos “republicanos” administradores públicos.

Entre os dois assuntos, opto pela merda, fede menos e prejudica idem. Eu discutia há pouco com meu filho sobre a impossibilidade fisica representada pela comida ingerida (Ci) e a quantidade de merda produzida (Mp) pelo meu cachorro. Pelas leis da fisíca, temos que Ci > Mp, ou seja, a merda produzida deve ser menor do que a quantidade de comida ingerida.

Há que se acrescentar a essa equação (ou deduzir) a matéria retirada dos alimentos e que é consumida sob a forma de energia necessária para a manutença da vida do cachorro (Enmv). A equação completa ficaria mais ou menos assim: Ci = Enmv + Mp.

Ocorre que, misteriosamente, no caso do meu cachorro, a merda produzida é maior do que a comida ingerida Mp > Ci (?). Diante dessa constatação ilógica, surgem algumas respostas possíveis: – alguém está alimentando meu cachorro às escondidas; – a lei da conservação da matéria está errada; – meu cachorro está retirando algum alimento do ar.

Alguma sugestão?

Onde mora a beleza?

Junho 18, 2007

Dizem que fotografar flores é covardia. Eu confesso: sou um covarde. Eu adoro fotografar flores. Não consigo passar por uma sequer sem tirar uma foto e, mesmo que não esteja com a câmara, fotografo mentalmente!

E não pense que só me atenho às rosas, formosas, que vejo em qualquer flor uma beleza, pode ser a mais simples flor do campo. Isso só prova uma coisa: beleza não é uma característica exterior, mas algo que mora cá dentro da gente.

Quem vive e convive com a beleza consegue exteriorizar seu sentimento, identificando o belo no outro.

Pensamentos desconexos

Junho 10, 2007

- Se o “meu melhor irmão” (sic) é capaz disso, faço idéia do que seria capaz o pior deles!
- Os domingos continuam duros de aturar para essa dura classe média baixa.
- Lá fora chove; cá dentro eu choro.

A cidade e eu – Parte II

Junho 8, 2007
Eu falava de ficar carrancudo com a idade. Talvez a afirmação esteja incorreta, talvez a carranca não seja uma questão de que vem com a idade, mas de gênio, de personalidade. Assim, ninguém ficaria carrancudo, mas nasceria assim. e pronto. Ponto. Talvez me falte suficiente autocrítica para assumir a minha carranca.

Se sou um carrancudo, devo acrescentar teimosia a essa característica, ou covardia, porque nego, e nego peremptoriamente que eu seja, ou melhor, que me reconheça como alguém que sempre tenha sido um carrancudo. Culpo a vida que me transformou em um. Boa técnica, o jeito é culpar alguém, alguém qualquer um que transfira a responsabilidade. Nesse caso, a vida.

Não nasci um bebe carrancudo, como qualquer bebe eu também ri por qualquer e sem ter motivo, como é próprio dos bebes, da irresponsabilidade pueril dos bebes. Por que só eu seria diferente do resto? Eu fui mais um, assim como todos, comum, banal, nada especial, nem diferente, um bebe sorridente e contente.

Hoje sou um adulto, maduro, carrancudo, ou deveria dizer sizudo? Palavra mais leve para dizer a mesma coisa, isso, prefiro ser um senhor de idade sizudo. E moro nessa que todos reconhecem como “Cidade Sorriso”. Desculpe-me a cidade, não a vejo contente, sorridente, Porto Alegre não é mais nem menos alegre do que a média restante das cidades. É comum, uma cidade apenas. Com um codinome que não lhe faz justiça. Segue.

Animadora notícia

Junho 8, 2007
A notícia que dá conta de que o conselho de ética do senado federal resolveu instaurar procedimento destinado a investigar denúncia contra o presidente da casa, Renan Calheiros, também afirma que tal decisão se baseou na constatação de que “pegaria mal se o feito fosse arquivado de plano”.

Ou seja, já se sabe que a apuração não vai resultar em nada – coisa que o próprio corregedor do conselho, Senador Romeu Tuma, mesmo antes de ver as provas, baseado no discurso do acusado, já afirmava que examinaria os documentos “pró-forma” antes de soliciar o arquivamento do feito.

É a pizza pré-pronta, basta aquecer e servir.

(Des)Controle?

Junho 7, 2007
A imprensa taxa como “descontrole” as operações levadas a efeito contra o irmão e um compadre do presidente da república. Achei que as operações efetuadas, a busca e apreensão e prisão – que dependem de prévia autorizaçao judicial – fossem para o cumprimento da lei. A imprensa acha que são descontroles.

Isto é, se devidamente controlada, a Polícia Federal – mesmo sendo conivente, mesmo nao cumprindo as leis – não deveria ter as executado. Diz a imprensa que o ex-ministro da justiça, Thomaz Bastos, controlava o DPF, e que o novo ministro, Tarso Genro, não controla.

Méritos para quem? Para o controlador? Ou para quem deixa que as leis sejam cumpridas? Você decide.