Acreditamos erroneamente na imutabilidade da variável tempo. Fomos ensinados a tomá-la como uma constante, dividida nas suas frações e múltiplos próprios (segundos, minutos, horas, décadas, séculos…). Apesar disso, sempre restou uma certa desconfiança sobre essa imutabilidade, seja pela persistência das horas ruins, seja pela frugralidade dos bons momentos.
Quem pode negar essa mudança de atitude do tempo? Quem não sabe que as boas horas da vida passam em segundos e que as más demoram séculos para passar? Eu sei, muitos céticos irão dizer que isso não ocorre, que não passa de um mecanismo psicológico que ilude a nossa percepção da passagem do tempo. Eu sei…
Essa é uma forma simplista de explicar os voláteis anos da infância, os breves anos da juventude e os eternos anos da velhice. Todos os tempos de nossa vida passam, menos a velhice, que chega, estaciona, toma seu lugar em nosso corpo e nunca mais nos abandona. Triste…