Posts de Janeiro, 2008

Em terra de cego

Janeiro 27, 2008

O ditado é bem conhecido: “Em terra de cego, quem tem um olho é rei”. O sentido também: quando muitos vêem pouco, quem enxerga alguma coisa vê muito. E essa impressäo, de que basta ver pouco para enxergar mais do que a imensa maioria é a que fica.

;E impossível que o nosso povo não enxergue o mínimo, um quase nada da realidade em que vive, do estado de coisas em que se encontra a nação. Como pode a população ser enganada por afirmações descabidas, um total despropósito, coisas do tipo “a nossa saúde é quase perfeita”, “não existe ninguém mais honesto do que eu”, “eu sou o melhor presidente que esse país já teve”. “Menas, menas”, senhor presidente, modéstia é também uma virtude desejável.

Apesar disso, a imagem que fica é a de uma populaçãoo infante, crédula, e que se deixa levar por palavras fúteis e sem conteúdo. Triste. Muito triste.

Esses Loucos

Janeiro 22, 2008
Há louco para tudo, até para achar que não há violência no Brasil. Pasmem, li há pouco artigo de uma dessas “mentes iluminadas” – quase sempre pelas doutrinas comunistas ou socialistas – que afirma ser fruto de uma conspiração da mídia a violência nacional. O milhão de homicídios ocorridos nos últimos trinta anos é, para o néscio, algo normal e aceitável para uma população de quase 200 milhões de habitantes. Haja!

Caiu a Ficha

Janeiro 21, 2008
Demorei a perceber meu erro: sempre achei que com Lula estavamos mal representados. Ledo engano! Cada povo tem o governo que merece e, principalmente no nosso caso, ninguém melhor do que Lula da Silva para representar na medida exata a essência perfeita do povo brasileiro.

Se alguns não se sentem representados, azar o deles – azar o meu! -, pois estes não passam de uma minoria com expressão mínima na amálgama nacional. Além do mais, quem mandou nascer – ou se educar para viver – no lugar errado?

Mistérios

Janeiro 20, 2008
Da série “Mistérios inexplicáveis”: Como é possível que apenas 51 quilos sejam suficientes para encher de mulher um monumento de 1.80 metros de altura – Gisele Bündchen?

Falha no Plano

Janeiro 18, 2008
Costumamos atribuir a perfeição a Deus, mas a julgar pelo pesamento da modernidade, o plano do criador tem falhas, e cito como exemplos o conflito com a realização feminina e a chamada opção sexual.

No caso da mulheres, cuja idade fértil, considerada a mais adequada à maternidade, se situa entre os 15 e os 30 anos, o plano do Criador colide com a carreira, pois essa é a época em que elas estão mais interessadas na realização profissional, filhos atrapalham.

No caso da sexualdade, deveríamos nascer assexuados, ou seja, funcionalmente não deveríamos nascer homens ou mulheres. Depois, na idade certa, ao optar por um dos sexos, seríamos dotados dos atributos correspondentes. Isso evitaria essa confusão de hoje, homens em corpos de mulheres e vice-versa.

Mas são pequenos erros. No todo o plano até que é bom…

Esse vilão!

Janeiro 18, 2008
Hoje é dezoito de janeiro de 2008. Dizer a data de hoje é dizer pouco; talvez muito seja saber que ontem mesmo comemoramos o primeiro dia do ano e já se passaram desde então dezoito dias! Tudo isso é óbvio, como é óbvio que a nossa vida é breve. Já dizia Cazuza nos seus versos: “Vida louca vida, vida breve/ Já que eu não posso te levar/ Quero que você me leve…”

Essa consciência da brevidade é que deve nos nortear na direção da única possíbilidade: extrair o máximo do aqui e do agora. Carpe Diem!

Lula, o dadivoso

Janeiro 16, 2008
Resolvidos todos os problemas nacionais, nosso presidente resolveu investir um pouco do dinheiro que está sobrando no país, no exterior. Na sua recente visita ã Cuba, Lula, o dadivoso, informou que vai investir um bilhão de dólares na ilha de Fidel.

Nada como viver no paraíso…

É uma pena que a televisão não…

Janeiro 13, 2008
Eu sou um autêntico tiozão, e não dou uma de gato, não escondo a idade, já dobrei o cabo da boa esperança há algum tempo. Nos meus tempos de um relés infante, os locutores televisivos costumavam empregar o chavão: “É uma pena que a nossa televisão não seja a cores! “

O comentário se justificava, tempos de televisão em preto e branco, grande parte da beleza dos espetáculos se perdiam nos tons gris, com pouca vida, da imagem sem cores. Hoje isso é passado, embora ainda seja uma pena que a televisão não transmita odores (ou não?).

Uma das coisas ridículas daqueles tempos era uma espécie de tela, composta de várias faixas coloridas plásticas no sentido horizontas (cinco ou seis barros, eu acho), e que se colocava na frente do tela da televisão para ver uma imagens a cores!

Sinal dos tempos, a televisão evoluiu (?) muito…

A Máquina da Desconversa – Ou Como Meia Dúzia Conseguem Enrolar 180 Milhões

Janeiro 11, 2008
Nos diversos blogs onde escrevo, esse tem sido um tema constante: a total dissociação entre o discurso governamental e a realidade do país. Você ouve os caras falaram e tem a sensação de estar vivendo na Finlândia, na Suiça. Voce abre a porta de casa e descortina uma África.

Esses governo se notabilizou pela arte da propaganda enganosa: vende no atacado um produto que não existe no varejo. Porque agora nós vamos… Porque agora nós somos… Porque agora nós estamos… Porque agora crescemos…, é o discurso, é o que se apregoa, enquanto a realidade é pobre. Quem conferir, verá que tem sido uma constante a mudança de chefias, de funcionários, nos órgãos encarregados dos levantamentos estatísticos: quem divulga a verdade, a realidade, é sumariamente demitido.

Ninguém tem certeza de quando foi que a estatística se tornou uma ciência nesse país, as chamadas “séries históricas”, sinônimo de “data mais conveniente para o atual governo começar a medir os dados estatísticos”, começam em anos tão díspares quanto 2002 e 1972, uma diferença de “apenas” trinta anos! Os dados do desemprego, por exemplo, para expurgar os anos da ditadura – que foram de pleno emprego – começam em data mais recente; as exportaçòes voltam décadas e chegam a ter o rótulo de “maiores de toda a história do país”.

Por falar em história, voltam alguns vultos a ela, lembro agora do médico sanitarista Oswaldo Cruz, vitorioso na sua campanha para erracadicar a febre amarela do Rio de Janeiro em 1905.

Pura Barbárie

Janeiro 10, 2008
O noticiário internacional divulga informações sobre a libertação de dois reféns(?) em poder das estúpidas FARCs da Colômbia. A interrogação na palavra reféns se justifica, na medida em que é difícil caracterizar como tal quem fica seqüestrado por um prazo de mais de cinco anos!

Qualquer um sabe dos danos irreparáveis que o seqüestrado sofre na condição de refém de quem quer que seja, mesmo que essa situação dure algumas horas. Como tentar imaginar a verdadeira barbárie que significa seqüestrar alguém durante mais de cinco anos? Em nome do que se justificaria tal barbárie?

Querer buscar heroísmos no ato da libertação desses reféns, somo se representasse o resultado de um diálogo maduro com alguma organização digna de respeito? Essa é mais uma das tantas manchas que nos desonhoram, e que deslustram quem queira chamar essa gente de humanos.