Não se como se intitulam essas coisas que se definem pela sua antítese. Definir o silêncio como sendo a ausência de ruído é não dizer nada sobre o silêncio, ou dizer aquilo que ele não é. Silêncio é a fata total de sons, é outra definição daquilo que o silêncio não é.
Ontem foi o dia do silêncio, preferi silenciar na data e deixar para falar hoje sobre ela. Foi esta a minha forma de homenagear a efeméride. Hoje já posso falar. E por falar em falar, quem muito fala, pouco ouve, e aí já está a importância fundamental de se manter em silêncio. Aqueles que respeitam o silêncio são, em geral, bons ouvintes.
Num mundo tão assertivo como o do nosso tempo, faltam bons ouvintes. Há demasiadas pessoas querendo dizer coisas demais e poucos realmente dispostos a a ouvi-las. Esses dias ouvi uma definição interessante sobre “falsos ouvintes”, os chamados “cata fiapos”, ou aqueles que ficam catando fiapos na roupa enquanto pretensamente ouvem algo de seu interlocutor.
Hey! Pare de catar fiapos!