Estamos em pleno carnaval, acho que tanto faz, se estou sendo lido por brasileiros ou portugueses, ambos devem reconhecer ou conhecer a festa como sendo a maior festa popular do Brasil. O que talvez separe – quanto aos aspectos da festa – nossos irmãos lusos de nós, os brasileiros, seja o conhecimento de algumas peculiares que a cercam, que a envolvem, o que é absolutamente normal, uma vez que nós somos os nativos, os obrigados a conhecê-la mais profundamente.
O Carnaval, sem entrar nas origens históricas dos festejos, se o termo se origina da quaresma, de carne, ou outra qualquer, é uma festa liberal, onde homens e mulheres, fantasiados – o que algumas vezes é um apelo ao anonimato – ou com pouca roupa – coisas de clima tropical – dançam ao ritmo do samba durante uma semana.
Nosso governo tem movido uma campanha nos últimos tempos tentando afastar do país a imagem de turismo sexual, mas, ao mesmo tempo, com uma festa como essa, quando se divulga a festa com imagens de mulheres com quase nenhuma roupa, ou quando o Brasil é reconhecido como o país do biquini, fica difícil fugir do estigma.
Agora mesmo, para os festejos carnavalescos, o Ministério da Saúde promoveu campanhas publicitárias e a distribuição gratuita de 25 milhões de preservativos. Nos sabemos que a intenção é diminuir a incidência de SIDA e de outras DSTs – Doenças Sexualmente Transmissíveis, mas, além disso, qual a mensagem que uma campanha dessa passa?