Arquivo da categoria ‘Comportamento’

Carnaval

Fevereiro 2, 2008
O que dizer do carnaval? Festa estranha! Uma espécie de extravasamento geral? Uma desculpa para um proceder fora dos padrões da normalidade, para um esquecimetno momentâneo dos padrões morais? Carnaval onde tudo vale, onde tudo é permitido…

Alguns dirão que a festa é desnecessária, pelo menos para isso. Dirão que já estamos vivendo dias em que a frouxidão dos costumes dispensa esse tipo de licença proporcionada pelos dias de festa. Pode ser para alguns, mas acho que ainda existem os “travados”, os que não vivem com padrões morais tão liberais.

A declaração da foliã não deixa dúvidas: “Vou dançar muito, ficar muito, beijar muito na boca e fazer tudo mais!” Talvez esteja nesse “tudo mais” o sentido da festa, pois o resto é bem comum hoje em dia…

Enquanto…

Agosto 29, 2007
Enquanto não for comigo, tudo bem. Resta saber até quando? Até quando serei espectador, um assistente, alguém que estava presente, mais um na multidão. Enquanto isso a bala perdida encontrava seu alvo, o assassino, sua vítima, o vigarista um otário, o vírus um hospedeiro, o avião fazia seu último pouso…

Saudável

Agosto 29, 2007
Saúda-se nosso Supremo Tribunal Federal pela decisão do rumoroso caso do mensalão (compra de apoio político para o partido do governo através de pagamentos mensais à oposição). Fala-se em independência, integridade e coerência, como se fossem atributos extraordinários, quando são o mínimo que se pode exigir de mais alta corte de país.Entendo que essa decisão não acrescenta, nem diminui o supremo, apenas confirma o que se poderia esperar. Talvez o espanto advenha da nossa costumeira convivência como o torto, com o errado, com o moralmente incorreto. Ou talvez isso dê uma pálida idéia como é extraordinário se cumprir o dever nesse país.

Criatividade…

Abril 18, 2007
Bem feito para mim! Nao acreditei na criatividade dos metalúrgicos no poder. Pois os poderosos metalúrgicos resolveram o problema da falta de crescimento nacional! Mudaram os critérios de avaliação do aumento do PIB! Vocês conhecem solução mais fácil, mais socialista, mais comunistazinha? Não existe, essa é de cabo de esquadra!Agora sim! Agora nós vamos crescer! Ou até já crescemos e ainda não sabíamos? Alguém sabe responder?

Polêmica racial

Abril 16, 2007
Acompanhei sem saber se entendi suficientemente essa polêmica racial envolvendo um radialista norte-americano. Se entendi bem, o tal de Imus foi despedido do seu emprego por ter chamado as jogadoras negras de um time de basquete americano de “prostitutas de cabelos encaracolados”.

Se foi esse o caso e se entendi bem, mereceu mesmo o olho da rua. Qual o motivo de ofender ou diminuir qualquer pessoa que seja? Uma outra polêmica embutida, e que antes mesmo desse acontecido eu já tomava partido contrário, é contra esses cantores – e ecantoras! – de hip hop que nas letras das suas músicas e em videoclips ofendem as mulheres da mesma coisa.

Diz o artista Snoopy Dog que as mesmas palavras ofensivas, na boca dele possuem um sentido diferente (?). Sei, entendo…

Polêmica racial

Abril 16, 2007
Acompanhei sem saber se entendi suficientemente essa polêmica racial envolvendo um radialista norte-americano. Se entendi bem, o tal de Imus foi despedido do seu emprego por ter chamado as jogadoras negras de um time de basquete americano de “prostitutas de cabelos encaracolados”.

Se foi esse o caso e se entendi bem, mereceu mesmo o olho da rua. Qual o motivo de ofender ou diminuir qualquer pessoa que seja? Uma outra polêmica embutida, e que antes mesmo desse acontecido eu já tomava partido contrário, é contra esses cantores – e ecantoras! – de hip hop que nas letras das suas músicas e em videoclips ofendem as mulheres da mesma coisa.

Diz o artista Snoopy Dog que as mesmas palavras ofensivas, na boca dele possuem um sentido diferente (?). Sei, entendo…

O verdadeiro vilão

Março 26, 2007
Tem sido uma constante as críticas ao saite Orkut por conter mensagens difamatórias. Colocando as coisas em real dimensão o problema não é o saite, mas alguns usuários que insistem em fazer um mau uso dele, ou abusar da liberdade que o sistema lhes concede.

O uso responsável de qualquer tipo de ferramenta é uma necessidade. Dizer-se que a ferramenta é a culpada, ou que há excesso de liberdade é querer afastar a culpa do verdadeiro culpado, o mau usuário.

Sei que é romantismo de minha parte desejar um mundo onde impere o respeito e a responsabilidade. Triste mundo esse onde tudo tem de ser controlado e fiscalizado…

Amenidades

Fevereiro 24, 2007
Hoje se desfaz aquela tapeação provisória ao deus Cronos e se restitui a hora que foi roubada com o início do horário de verão. Teremos um sábado com 25 horas, sonho de qualquer festeiro de fim de semana.

A vida em Pindorama começa a entrar em seu ritmo quase normal – já que se falar em normalidade aqui é sonho. O ano começa pra valer, que até agora foi férias, foi festa, foi praia e foi carnaval. Não muda muito, mas é assim que nós somos.

Eu, que sou de carne e osso – talvez um pouco demasiado de carne nos lugares errados -, também “me incluo nessa”, volto a minha quase anormalidade que é o meu ser normal.

Mim iludida, e você?

Fevereiro 10, 2007
Quem sempre espera de tudo e da vida o melhor, poderia ser classificada como uma otimista irresponsável? Ou seria mais recomendável, melhor, adotar um realismo / pessimismo de sobrevivência?

A grande danação, sei lá se o termo adequado é esse, não gosto dele, mas o grande forrobodó é que quem é assim não é assim porque quer, mas porque não consegue “ser assado”. Não se culpe, portanto, o otimista pelo fato de ser otimista.

Ser assim é bom, apesar da altura dos tombos em que se costuma cair, mas tem o lado bom, o lado de sempre se procurar o cavalo…

Gente fora da casinha

Dezembro 17, 2006
There was once uppon a time… C’era una volta…  Era uma vez, assim se começam contando as histórias infantis, aqui temos o início em inglês, e em italiano. Histórias infantis pressupõem mentes infantes, que acreditam no muno maravilhoso da fantasia, em que entram fadas, princesas, príncipes, reis e reinados. Com o tempo, todos nós, deixamos de dar crédito a essas histórias, crescemos em maturidade, e passamos a acreditar só nos personagens da realidade. Ou deveríamos crescer, deveríamos deixar de dar crédito, porque em muitos casos há uma não tão feliz continuidade na infantilidade na vida adulta.

Assim, cada coisa a seu tempo, se a fantasia é bonita e alimenta os sonhos infantis, fantasia em cabeça de adulto não é uma qualidade apreciável, gera adultos infantis, adultos que continuam acreditando em magos e magias mesmo depois de crescidos. E essa parece ser um pouco da nossa realidade. Como posso explicar certas pesquisas de opinião e seus resultados que, contrariando toda a realidade fática do país, apresentam resultados só admissíveis no mundo da fantasia?

Mentes infantis, só posso conceber a existência desse mundo irreal e de sonho em mentes ainda não totalmente formadas, mentes infantis em corpos de adultos, gerando figuras anômalas, fora da realidade desse mundo. Como dizem hoje em dia: gente que está fora da casinha…