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Segredinhos…

Novembro 3, 2006

Segredinhos é coisa de comadre, dizem alguns. Mas quem não tem os seus? Minha vida é um livro aberto, dizem outros. Mas onde estão as páginas que foram arrancadas? – pergunto eu. Quisera poder dizer isso a respeito da minha vida, dizer que não guardo coisas no meu íntimo que não divido com ninguém. Isso não quer dizer que essas coisas sejam bombásticas ou indizíveis, nada disso!, apenas são coisas de fôro íntimo que não devem ser divulgadas.

As pessoas não são transparentes, uma certa opacidade é necessária, algo que, além de resguardar segredos, eu diria que, de certa forma, acrescenta ao indivíduo um certo charme. Quem não gosta de saber que sempre há alguma coisa a ser descoberta sobre o outro? E, mesmo sabendo que nunca saberemos tudo, esses segredinhos permanecem lá como uma espécie de tesouro escondido.

A vida não foi feita nessa terra para a perfeição. Todos devemos ter a perfeição como meta, mas sabendo de antemão que jamais iremos atingi-la enquanto estivermos presos a este corpo, nessa terra.

Nem, nem…

Agosto 27, 2006
Se não sou tão são que possa ser considerado normal, nem tão insano que possa ser considerado um louco, aonde ando nesse tênue fio que separa a loucura da razão?

O quanto valem as palavras?

Agosto 26, 2006
Muito ou nada. Dizem que a palavra empenhada é uma obrigação assumida. Mas qual o penhor que aceitaria uma palavra em troca de um grande valor? Dizem: “É palavra de honra”. Nestes tempos bicudos em que não há mais fio de bigode, existirá ainda essa honra que honre a palavra empenhada?

Das Dores

Janeiro 30, 2006

Elas existem e se caracterizam, apesar de toda a solidariedade que existe no mundo, pela sua característica personalissíma. Você se condói pelo amigo, pelo parente, pelo conhecido, pode fazer o máximo de esforço ao “vestir a pele do lobo”, ainda assim é uma tarefa inglória. Foi igual a sua? Um caso semelhante, um acontecido quase idêntico, nem assim, que cada um reage ã dor segundo lhe dita o coração.

Não julgo, não meço, não avalio, só me resta ser um ombro amigo, um ouvinte paciente e conselheiro parcimonioso. O único remédio, realmente eficaz na cura das grandes perdas é o tempo, necessário para a cicatrização de todos os ferimentos. Sangramos durante algum tempo e, ao final, o ferimento cura – nas vezes em que há uma cura -, mas sempre resta uma cicatriz, a marca, a nos lembrar do acontecido.

Chegamos ao final de Janeiro. Ainda ontem eu brincava com a passagem do tempo. Hoje constato que já não há mais tempo para brincar com o tempo.