Depois de governar a ilha de Cuba por “só” quarenta e nove anos, O Comandante Fidel Castro apresentou sua carta de renúncia – provando o seu desapego ao poder, segundo o presidente Chávez da Venezuela. Assun é difícil de entender, segundo a filosofia chavista, o que é ser apegado ou desapegado.
Diz o ditado que o pior cego é aquele que se recusa a ver, e este é o proceder daqueles que defendem que existe uma democracia em Cuba. Há algo muito errado nisso, ou o conceito de democracia é uma porteira muita ampla que aceita qualquer coisa. Para se entender essa amplitude, convém estudar a diferença entre os dois regimes que dividem o mundo: capitalismo e comunismo.
Simplifico, porque este não é um espaço adequado para a discussão com profundidade desse tema, focando o comportamento do sujeito ativo e passivo desses regimes, o cidadão. Nós possuímos natural inclinação para o ter, toodos, podendo, querem ter.
No capitalismo impera uma certe meritocracia, remunera-se cada um baseado numa escala de valores que leva em conta os dotes de cada um. Nos sistemas comunistas propõe-se uma divisão igualitária dos bens entre todos. Por isso, erram aqueles que afirmam que, aberta essa possibilidade, todos os cidadãos de Cuba abandonariam a a.
Só abandonariam a ilha, a maioria dos que, por acharem que possuem mérito, julgassem que possariam a “ter” muito fora dela. E é por isso que é necessário manter esses indivíduos presos no paraíso cubano. Resumo da ópera: para obter igualdade é necessário acabar com a liberdade, motivo pelo qual não há democracias socialistas.