Arquivo da categoria ‘Formulismos’

Crime e Castigo

Abril 2, 2007
Embora o título possa sugerir, não vou tratar da grande novela de Dostoiewsky, mas da equação que existe entre essas duas variáveis. Não ligue para a balela de todos os ólogos que voce ouvir por aí, a segurança pública se efetiva quando para qualquer crime a certeza do castigo é inevitável e seguro.

Embora não importe tanto o tipo de castigo, a pena a ser imposta ao crime cometido, mais importante é que o infrator saiba que será punido pela infringência da lei. Causas que levam, podem levar ou que levaram ao cometimento do delito são de menor importância.

Essa relação: para cada crime cometido – um autor descoberto – uma pena aplicada, é uma relação régia que não deve ser quebrada em hipótese nenhuma. Não acredite que os homens cumprem as leis porque são educados ou tem consciência de que isso é um erro. Eles não cometem os crimes quando sabem que o crime não compensa.

Enquanto isso não for aplicado, vamos estar falando em sexo dos anjos…

Segredos…

Agosto 7, 2006

Se você quer ter um blog de sucesso faça tudo o que eu não faço aqui:
1. atualize sempre! e mantenha uma freqüência – diária, semanal, quinzenal, etc;
2. se o seu blog é temático: faça o lógico, mantenha dentro do tema;
3. mantenha uma linguagem de bom nível, evite rebuscamentos;
4. se você quer que alguém venha até a na sua casa: primeiro visite.

Tem que fazer um acordo!

Junho 18, 2006

Estamos no intervalo do jogo Brasil x Austrália e o time brasileiro não tem a menor força ofensiva, o ataque mostra-se totalmente inoperante. Eu sei o motivo! Estamos “treinando” – com o perdão da má palavra, porque eu acho que Parreira nunca treinou este time! – com quatro ou cinco atacantes contra dois zagueiros. Na hora do jogo o técnico da Austrália coloca 9 ou 10 jogadores na defesa! Assim não há nenhuma realidade, nenhuma semelhança entre o treino e o jogo!

Existe uma piada dos tempos de Garrincha, nosso técnico, que imagino era o Feola, chegou para o craque no intervalo de um dos jogos e disse: você vai lá, passa por seus dois ou três marcadores e cruza para o Pelé marcar. Depois de ouvir as instruções com toda a atenção, Garrincha pergunta: – Tudo bem, seu Feola, mas o senhor já combinou isso com os zagueiros do time adversário?

Como é possível que quem treinou contra 2 zagueiros no treino consiga agora fazer gols contra uma defesa totalmente postada com 7 ou 9 jogadores? Se eu fosse o Parreira iria fazer uma acordo com o técnico da Austrália, solicitar que ele mandasse o time subir e ficar só com os 2 zagueiros, assim como o nosso time está acostumado a treinar.

Garanto que assim faríamos um monte de gols!

Fanatismos

Junho 2, 2006

Nosso fanatismo pelo futebol é incomparável e tem uma motivação que entendo facilmente explicável. Primeiro que nosso país não é primeiro lugar em nada que seja bom, normalmente somos primeiro lugar em desgraças, coisas do tipo “campeão mundial dos juros altos”, ou “campeão mundial da má distribuição de renda”, ou “campeão mundial da corrupção”.

Embora futebol não seja lá um grande atributo, pelo menos não é uma desgraça, funciona como uma forma de compensação – e funciona em todos os sentidos. Quanto mais desgraças temos internamente, mais futebol – e mais novelas. Não vou dizer que estamos vivendo o auge das desgraças, mas nunca se viu tanta atenção ao futebol como agora.

A copa, com todo o fanatismo envolvido, funciona como uma espécie de abafador da realidade; ou seja, vamos pensar em copa para não pensar no resto. Nossos canais de televisão estão transmitindo até os treinos fisícos dos jogadores. Você duvida? Hoje assisti a algo nunca visto: o narrador transmitiu, narrou, uma “rodinha de bobo” dos jogadores.

“Bola com fulhano. No centro da rodinha fulano e sicrano. Olhem só que passe de fulano entre os dois para sicrano!” Você ja ouviu isso em outro lugar do mundo? Duvido? Só aqui mesmo…

O Futuro Cor-de-Rosa

Fevereiro 7, 2006

O futuro está no simples e não no complexo, a felicidade reside na simplicidade, no âmago, no interior, no imo, no puro, no natural, no íntimo, no ser e não no ter, a felicidade não vem, ela já está dentro de cada um de nós, a felicidade até vem, mas quando algo de nós sai, quando nos desapegamos do material, dos egoísmos. O ser não é complexo, é completo, o ser que se volta para a terra busca o etéreo no pó.

Somos completos, não precisamos de complementos, nem materiais, nem pessoais, ninguém é meia-laranja, meio-indivíduo, somos únicos e unos. Não busque fora o que está dentro, não busque longe o que está perto. Tendemos a complicar aquilo que é simples, a inventar mecanismos complexos para justificar nossas falhas fúteis, nossas falhas bobas.

O amor é um sentimento simples, que consiste no simples ato de se doar, de dar, do geste da entrega desinteressada. Simples e fácil assim.

O império Google

Fevereiro 4, 2006

Estiveram em visita ao Brasil os jovens – são ainda jovens? – que fundaram o gigante da internete Google. Na verdade eles fizeram mais do que isso, fosse o segredo só fundar uma empresa e o sucesso seria fácil. Por detrás do sucesso da dupla está o trabalho para descobrir o algorítmo que possibilitou a transformação do Google num sucesso da internete.

Algorítmo? Numa linguagem leiga é uma receita de bolo para a realização de uma tarefa. O que é preciso para somar dois números A e B? Que se pegue o valor de A, some ao valor de B, se obtendo S que é a soma dos dois. Eu não estudei os algorítmos do Google, mas faço uma idéia de qual seja a chave do sucesso. Enquanto os outros mecanismos de busca aguardavam que o usuário digitasse todo o termo para a sua pesquisa, enquanto aguardavam pelo “enter” do usuário, o Google já ia correndo na frente.

Quando o usuário teclava, por exemplo, um “A”, o sistema já dirigia a consulta para a letra A, e assim sucessivamente, de modo que quando o usuário terminava de teclar, o sistema praticamente já possuía a resposta desejada. Isso representava rapidez, uma das chaves para o sucesso de qualquer coisa hoje em dia; ninguém gosta ou pode perder tempo.

Além disso os jovens senhores são visionários e empreendedores. A internete registra o passado no Orkut; registra o presente no Blogger; o futuro pode ser buscado no próprio Google; comunicações estão no email do gmail – com 2,5 gigabytes; todas essas organizações pertencem ao grupo Google.

Pois aí está, com um faturamento bruto de 6,5 bilhões de dólares no ano passado – 2,5 bilhões líquidos – esbanjando saúde e prosperidade este novo império, o Google, e seus dois imperadores, o russo Sergey Brin e o americano Larry Page.

Os m�gicos, os lucros e as bananas

Janeiro 25, 2006

Quando os mágicos neoliberais assumiram o controle do país o total da dívida pública representava 28% do PIB. Era necessário a adoção de medidas urgentes que saneassem a “coisa pública”; medidas amargas, como soem ser esse tipo de medidas. O espetáculo começou pelo aniquilamento sumário do patrimônio estatal, segundo os mágicos de plantão “o verdadeiro culpado” pelo estado lamentável do endividamento estatal. “Essa excessiva intromissão do estado no dominio econômico é a causadora desse mal!” – preconizavam, doutos, eles.

O Estado, diziam outros gurus neoliberais, só deve interferir minimamente nas atividades onde a sua presença é exigida e obrigatória, onde não há como transferir a sua missão para a iniciativa privada, a chamada Teoria do Estado Mínimo. O estado visto como um grande vilão e, como tal, quanto menor ele for, menor serão os danos que ele causará a sociedade “que vive sendo explorada” por ele.

O Estado brasileiro fez mais do que se desfazer do seu patrimônio estatal, financiou o capital internacional para que adquirisse o patrimônio até então público e considerado “nocivo ao país”. Uma companhia do porte da CSN – Companhia Siderúrgica Nacional – a maior produtora de aço e ferro do mundo, que atualmente fatura 4,5 bilhões de dólares por ano, foi vendida por 3,2 bilhões de dólares – um negócio da china. Como se vê, o Estado fez grandes negócios.Os gurus diziam, à época, que as vendas tinham dupla vantagem: eliminavam “fontes de problemas” e ainda arrecadavam quantias para o pagamento – e conseqüente diminuição – da dívida pública do país.

Passaram-se doze anos dessa fase “mágica”. Duas administrações: do mago Fernando Henrique Cardoso – que Deus o guarde – e uma do atual presidente – e copiador fiel – Luiz Inácio – que Deus igualmente o guarde, amém. Resultado dessa política de eliminação do patrimônio público, somada à aplicação do receituário do FMI de obtenção de superavits primários – pela mera supressão dos serviços essenciais à população -, que também provocou o achatamento salarial e o desemprego, mais a prática dos juros reais mais altos do mundo, foi o seguinte: a dívida pública aumentou e hoje atinge quase 60% do PIB, quantia próxima do valor de R$1.000.000.000,00 (um trilhão de reais).

Quem errou? Foi um erro técnico? Foi má fé? Depois de mais de uma década pagando juros exorbitantes, o povo massacrado sem empregos, sem serviços essenciais, ao final, a dívida aumentou. E agora? O que acontecerá com Luiz Inácio? Com Palocci? Nada. Acontecerá o mesmo que já aconteceu com FHC e Malan, serão premiados com aposentadorias e com empregos milionários, darão palestras ganhando milhares de dólares, pegarão suas malas e seus chapéus e darão uma banana para o povo brasileiro.Nós, que – como sempre! – ficaremos com essa pequena “continha” para pagar.