Arquivo da categoria ‘Futuro’

Marcianos

Fevereiro 23, 2008

Nós chamávamos de marcianos os habitantes de marte, quando ainda se supunha que poderia haver algum tipo de vida no planeta vermelho. Hoje tudo não passa de ficção científica, depois que o planeta foi percorrido por sondas e seu solo examinado. Não há vida em marte, nem uma forma primitiva de vida.

Isso não quer dizer que um dia ainda não haverá, pelo que se ouve dos cientistas, que não acreditam na sustentabilidade da vida na terra por muito tempo. Pode parecer ficção científica, mas apontam como saída para a humanidade a colonização de outros planetas, hipótese em que Marte passa a ser uma opção.

O que me assusta nessa hipótese, não é a possibilidade dos humanos virem a colonizar outros planetas, mas a constatação de que a vida na terra, a julgar pelo que dizem os cientistas, já está definitivamente comprometida; eles não contam mais com a manutenção da vida no planeta Terra para o futuro.

Realidade

Maio 15, 2007
De realidade eu estou cheio. Quero um banho de sonho. Quero ser enganado, iludido, tapeado. Meu realismo, o meu racionalismo está aos poucos me matando. Já matou a esperança e acabou com a alegria, terminou com a ilusão de ser feliz, quem sabe?, enfim um dia.

Se me sei infelicitado, de ter venturas condenado, o que a mim resta aqui? Melhor partir desse mundo, recomeçar nova caminhada, em outros prados, outras estradas? Ou continuar insistindo, as minhas amarguras carregando num quem sabe interminável?

Não era pra ter

Maio 15, 2007
Este blog não era pra ter apenas um post mensal. Como qualquer outro blog, era pra ter o seu post diário, semanário?, ou com qualquer periodicidade menor do que essa, mensal. Seria assim não fossem outras condições: – blogs demais, tempo de menos, idéias de menos, tempo de menos.

Sendo assim, o jeito é contentar-se com essa periodicidade, digamos que atualmente é a possível. Quem sabe? Um dia melhora, mais posts, mais tempo, mais inspiração. Nesse tempo todo, de abril para maio muita coisa se passou além do tempo. Envelhecemos e, pior, ao contrário dos vinhos, não ficamos melhores.

Ficamos menores, seres menores, com uma expectativa de um futuro mais curto. Eu me assusto quando dizem que este é um país do futuro. Aliás, tem sido só isso. Eu pergunto: futuro de quem?

Chegando ao fim

Setembro 21, 2006

Comemorar o final de uma campanha eleitoral desastrada? Normalmente essa seria a introdução do comentário de quem vê seu candidato perdido na disputa. Pior do que isso! E se dissesse que fosse quem fosse o candidato vencedor todos perderiam?

O difícil é aceitar jogar um jogo jogado, um jogo em que mesmo antes do inicio já se sabe ser perdido. Está bem, poderia ter um resultado final menos fatal, ou ter um desenredo menos trágico – talvez, quem sabe?

Certo é que reconduzir o apedeuta é a pior das hipóteses – se é que se pode falar em hipóteses nessa disputa e com esse rol de candidatos. Popularmente é “escolher entre rotos e descozidos”. O que será desse país do futuro sem um futuro?

Os m�gicos, os lucros e as bananas

Janeiro 25, 2006

Quando os mágicos neoliberais assumiram o controle do país o total da dívida pública representava 28% do PIB. Era necessário a adoção de medidas urgentes que saneassem a “coisa pública”; medidas amargas, como soem ser esse tipo de medidas. O espetáculo começou pelo aniquilamento sumário do patrimônio estatal, segundo os mágicos de plantão “o verdadeiro culpado” pelo estado lamentável do endividamento estatal. “Essa excessiva intromissão do estado no dominio econômico é a causadora desse mal!” – preconizavam, doutos, eles.

O Estado, diziam outros gurus neoliberais, só deve interferir minimamente nas atividades onde a sua presença é exigida e obrigatória, onde não há como transferir a sua missão para a iniciativa privada, a chamada Teoria do Estado Mínimo. O estado visto como um grande vilão e, como tal, quanto menor ele for, menor serão os danos que ele causará a sociedade “que vive sendo explorada” por ele.

O Estado brasileiro fez mais do que se desfazer do seu patrimônio estatal, financiou o capital internacional para que adquirisse o patrimônio até então público e considerado “nocivo ao país”. Uma companhia do porte da CSN – Companhia Siderúrgica Nacional – a maior produtora de aço e ferro do mundo, que atualmente fatura 4,5 bilhões de dólares por ano, foi vendida por 3,2 bilhões de dólares – um negócio da china. Como se vê, o Estado fez grandes negócios.Os gurus diziam, à época, que as vendas tinham dupla vantagem: eliminavam “fontes de problemas” e ainda arrecadavam quantias para o pagamento – e conseqüente diminuição – da dívida pública do país.

Passaram-se doze anos dessa fase “mágica”. Duas administrações: do mago Fernando Henrique Cardoso – que Deus o guarde – e uma do atual presidente – e copiador fiel – Luiz Inácio – que Deus igualmente o guarde, amém. Resultado dessa política de eliminação do patrimônio público, somada à aplicação do receituário do FMI de obtenção de superavits primários – pela mera supressão dos serviços essenciais à população -, que também provocou o achatamento salarial e o desemprego, mais a prática dos juros reais mais altos do mundo, foi o seguinte: a dívida pública aumentou e hoje atinge quase 60% do PIB, quantia próxima do valor de R$1.000.000.000,00 (um trilhão de reais).

Quem errou? Foi um erro técnico? Foi má fé? Depois de mais de uma década pagando juros exorbitantes, o povo massacrado sem empregos, sem serviços essenciais, ao final, a dívida aumentou. E agora? O que acontecerá com Luiz Inácio? Com Palocci? Nada. Acontecerá o mesmo que já aconteceu com FHC e Malan, serão premiados com aposentadorias e com empregos milionários, darão palestras ganhando milhares de dólares, pegarão suas malas e seus chapéus e darão uma banana para o povo brasileiro.Nós, que – como sempre! – ficaremos com essa pequena “continha” para pagar.