Arquivo da categoria ‘Politicas’

Reformar para não mudar nada?

Fevereiro 25, 2008

Assumiu, seguindo a linhagem sucessiva dos Castro, Raul como o novo ditador da Ilha de Cuba. E assumiu prometendo reformas para não mudar nada. Significa que as reformas a serem implantadas não passam de perfumarias, numa terra onde muitos reclamam por profundas reformas sociais e econômicas.

 Os erros, segundo a corrente de pensamento divergente que assim os vê, estão na raiz do sistema adotado, não são passíveis de serem corrigidos com medidas paliativas. Eu só defendo que o povo da ilha possa decidir livremente sobre o seu destino; inclusive sobre a possibilidade de que os insatisfeitos tenham o direito de “abandonar o paraíso”.

É uma questão da livre determinação dos povos, pilar da democracia e que atualmente inexiste na ilha do pensamento único

Surpresa do Dia!

Fevereiro 23, 2008
Típica das “democracias comunistas”, a sucessão no governo da ilha de Cuba seguiu o “script” estabelecido há quarenta e nove anos, quando Fidel Castro se tornou o ditador na ilha, e agora, Raul Castro, seu irmão e candidato único, foi o “escolhido”.

Todos os “democratas comunistas” afirmaram que a sucessão seguiu a normalidade> Estão certos, a falta de democracia é a normalidade nos regimes comunistas, sempre acompanhada de “uma panacéia que tenta enganar os menos avisados.

Nos sistemas comunistas tudo é unico e perfeito. Não há necessidade de escolhas. Nos locais aonde há escolhas, sempre há a perigosa possibilidade de se eleger um analfabeto para o governo.

Cuba e as “democracias socialistas”

Fevereiro 21, 2008
Depois de governar a ilha de Cuba por “só” quarenta e nove anos, O Comandante Fidel Castro apresentou sua carta de renúncia – provando o seu desapego ao poder, segundo o presidente Chávez da Venezuela. Assun é difícil de entender, segundo a filosofia chavista, o que é ser apegado ou desapegado.

Diz o ditado que o pior cego é aquele que se recusa a ver, e este é o proceder daqueles que defendem que existe uma democracia em Cuba. Há algo muito errado nisso, ou o conceito de democracia é uma porteira muita ampla que aceita qualquer coisa. Para se entender essa amplitude, convém estudar a diferença entre os dois regimes que dividem o mundo: capitalismo e comunismo.

Simplifico, porque este não é um espaço adequado para a discussão com profundidade desse tema, focando o comportamento do sujeito ativo e passivo desses regimes, o cidadão. Nós possuímos natural inclinação para o ter, toodos, podendo, querem ter.

No capitalismo impera uma certe meritocracia, remunera-se cada um baseado numa escala de valores que leva em conta os dotes de cada um. Nos sistemas comunistas propõe-se uma divisão igualitária dos bens entre todos. Por isso, erram aqueles que afirmam que, aberta essa possibilidade, todos os cidadãos de Cuba abandonariam a a.

Só abandonariam a ilha, a maioria dos que, por acharem que possuem mérito, julgassem que possariam a “ter” muito fora dela. E é por isso que  é necessário manter esses indivíduos presos no paraíso cubano. Resumo da ópera: para obter igualdade é necessário acabar com a liberdade, motivo pelo qual não há democracias socialistas.

Lucros – %%%

Fevereiro 21, 2008

Os bancos continuam a divulgar lucros assustadores, lucros que aumentam, em média, 30% a cada período, como se o céu fosse o limite, ou como se não houvesse limite para quanto os bancos podem lucrar nesse país. As alegações, que parecem tudo, menos convencer qualquer pasmo, são as de que lidando com um grande número de inadimplentes os bancos precisam cobrar mais caro pelos seus juros.

Você lembra daquela propaganda: é mas fresquinho porque vende mais, ou vende mais porque é mais fresquinho. Esse parece ser um típico caso, sob a alegação da inadimplência os bancos vão cobrando dos consumidores juros escorchantes e batendo recordes nos lucros.

Funciona mais ou menos como os juros que o governo paga pelo empréstimos que toma: dizem que deve pagar um valor elevado, são os juros mais altos do mundo, pois há o risco do governo dar o calote; mas sempre se lembrando que, sob hipótese nenhuma, o governo nem pense em dar calote…

É alguma coisa como fazer um seguro de vida e colocar como cláusula número um o seguinte: é vedado ao segurado, que não pode, sob nenhuma hipótese, vir a falecer. Só rindo mesmo…

Pensamentos Democráticos Únicos e Originais

Fevereiro 20, 2008
  • With some foreign food, the less authentic, the better.
  • Erotic is to use a feather. Kinky is to use the whole chicken!
Repercute no mundo a notícia da renúncia, depois de “só” quarnta e nove anos no poder, do hoje “coma andante” Fidel Castro. Os comentários se dividem, de um lado os eternos defensores da “democracia totalitária comunista”, aqueles que defendem o direito de todos pensarem segundo uma verdade única e indiscutível, meu caminho é o único certo e verdadeiro; do outro os que defendem o direito de ir e vir, da liberdade de pensamento.

Chávez, o “democrata venezuelano”, afirmou que o gesto de renúncia do “coma andante” depois de “sö” quarenta e nove anos no poder, era um atestado do seu desapego pelo poder. Quarenta e nove anos e ele é desapegado, imaginem se fosse apegado ao poder!

Ainda segundo Chávez, todos as mortes no “paredón” durante os anos de ferro de fidel, foram perdoada pela história. Essa é forma interessante de pensar: as mortes revolucionárias comunistas – já que os fins justificam os meios – são justificáveis, as mortes dos outros regimes devem provocar a abertura dos processos e serem julgadas exemplarmente.

Já para Luiz Inácio, nosso sábio presidente, a sucessão no governo da ilha deverá seguir uma “trajetória de normalidade”, isto é, sai o “coma andante” e – sem a necessidade de eleições livres e democráticas – assume o seu irmão.

E durma-se com esses pensamentos democráticos.

Educar. Educar mesmo?

Fevereiro 8, 2008
Um país só atinge a maioridade quando seu povo se educa. Ser educado não é saber ler e assinar o nome, educação passa muito longe do antigo Mobral – Movimento Brasileiro de Alfabetização. Alguém que sai da escola como um analfabeto funcional – que lê, mas não entende patavinas daquilo que leu – nunca irá exercer a cidadania na sua plenitude.

Dizem as más línguas que, apesar de todo o discurso do governo e dos políticos em prol da educação, a intenção é educar, mas não muito. Afinal, um povo educado é muito mais difícil de ser controlado e manejado, iludido por proselitismos e discursos vazios.

Também não parece ser uma questão da falta de recursos, mas de uma gestão competente – e honesta – deles, pois os objetivos atingidos estão muito abaixo se comparado com os demais países. Permanece nosso eterno dilema: sem educação, sem grandes perspectivas.

Assuntos quentes

Junho 3, 2007

bocaquente.jpeg

Ainda vejo autoridades ficarem assustadas por verem seus pares serem atingidos pela lei, como se eles próprios estivessem acima das leis, isento do cumprimento delas, ou fossem espécies de santos que não pecassem como o comum dos mortais.

O que lhes dá essa impressão? Será a excelência que carregam nos pronomes de tratamento dos cargos? Ou uma espécie diferente de vestimenta que ao cobrir seus ombros ungem-lhes com super-poderes como se super-homens fossem?

Parece faltar-lhes – ao menos a alguns deles – uma indispensável modéstia para sentirem-se humanos, sujeitos, portanto, a falhas como todos.

Ainda o Iraque

Maio 3, 2007
Num contra-senso, a certeza de que a retirada das tropas norte-americanas trará uma grande melhoria ao ambiente hostil do Iraque, dificulta a retirada das tropas. Retirar as tropas é passar um atestado ao mundo de que a presença norte-americana na região é o motivo para a sua desestabilização, tal gesto terá o mesmo significado do que assinar um atestado de burrice desse intervencionismo mal intencionado e planejado, cujos resultados catastróficos todos conhecem.

Amordaçar uma guerra civil provocada por uma intervenção estúpida e ilegal será a forma de mostrar ao mundo de que “eles estavam certos”, algo do tipo “provocamos a guerra e acabamos com ela”. Não acredito que isso ocorra, manter por mais tempo só fará aumentar as listas de vítimas, lista essa que até o Governo Iraquiano estava fazendo questão de ocultar para “não impressionar a opinião pública mundial”.

Essa é verdadeiramente uma guerra de mentiras!

Ainda o Iraque

Maio 3, 2007
Num contra-senso, a certeza de que a retirada das tropas norte-americanas trará uma grande melhoria ao ambiente hostil do Iraque, dificulta a retirada das tropas. Retirar as tropas é passar um atestado ao mundo de que a presença norte-americana na região é o motivo para a sua desestabilização, tal gesto terá o mesmo significado do que assinar um atestado de burrice desse intervencionismo mal intencionado e planejado, cujos resultados catastróficos todos conhecem.

Amordaçar uma guerra civil provocada por uma intervenção estúpida e ilegal será a forma de mostrar ao mundo de que “eles estavam certos”, algo do tipo “provocamos a guerra e acabamos com ela”. Não acredito que isso ocorra, manter por mais tempo só fará aumentar as listas de vítimas, lista essa que até o Governo Iraquiano estava fazendo questão de ocultar para “não impressionar a opinião pública mundial”.

Essa é verdadeiramente uma guerra de mentiras!

Mundo dividido

Abril 4, 2007
Depois de tantas marchas e contra-marchas, depois de tudo o que se disse, discutiu, leu e de todas as informações sobre a guerra no Iraque, ainda resta gente que acredita em contos da carochinha. Vamos lá, definitivamente, a motivcação da intervenção foi de política interna dos Eua e não de preservação da segurança externa.

A guerra do ponto de vista político foi bem sucedida, garantiu o primeiro e o segundo mandato de Bush, manteve os republicanos – leia-se falcões – no poder. Para quem argumenta alegando o desgaste do governo republicano no momento atual, é preciso dar um crédito para quem conseguiu criar e manter uma história mentirosa durante todos esses anos (armas de destruição em massa).

Vocês repararam que depois que acabou a guerra fria recomeçou a corrida armamentista atömica? Por que será?