Ser um otimista incorrigível, essa é a fórmula de se viver bem por aqui, assumir o papel do sujeito que ganha a lata com bosta de cavalo e sai a procurar pelo bicho. É o único jeito.
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Fazer o quê?
Agosto 31, 2007Segredos…
Agosto 7, 2006Se você quer ter um blog de sucesso faça tudo o que eu não faço aqui:
1. atualize sempre! e mantenha uma freqüência – diária, semanal, quinzenal, etc;
2. se o seu blog é temático: faça o lógico, mantenha dentro do tema;
3. mantenha uma linguagem de bom nível, evite rebuscamentos;
4. se você quer que alguém venha até a na sua casa: primeiro visite.
Desigualdades
Março 21, 2006O Judiciário se insurge contra o teto salarial imposto pelo Conselho Nacional de Justiça e confirmado por sentença do Supremo Tribunal Federal. O teto atual, de R$24.500,00, é equivalente a setenta salários mínimos (R$350,00).
Qualquer pessoa medianamente esclarecida sabe que numa sociedade em que há justa distribuição equitativa da renda nacional a diferença entre o maior e o menor salário, em média, costuma ficar em 5 ou 6 vezes.
Será que os nossos magistrados, encarregados de distribuir a justiça, não pensam que setenta vezes é um índice um tanto quanto desigual, um tanto quanto injusto? Ou ao compararem o seu salário com outras categorias, como, por exemplo, uma professora, descobrindo que recebem 40 vezes mais, isso não causa um certo desconforto?
Com todo o valor que possam ter, com tudo o que possam merecer – e merecem! -, não acredito que o trabalho de um magistrado – que ao final das contas é um funcionário público, pago pelo povo – possa equivaler ao trabalho de 70 trabalhadores comuns, ou ao trabalho de 40 professoras primárias, digamos, o equivalente a 3 ou 4 colégios municipais inteiros?
Eu vi uma defesa do salário dos magistrados – feito por uma juíza – em que se comparava o salário dos magistrados com o da supermodelo Gisele Bündchen, ou com o do jogador Ronaldinho Gaúcho, será esta uma comparação justa e apropriada a um funcionário público?
Não faz muito tempo uma parte do Judiciário defendia o nepotismo, agora outra parte se insurge contra este teto salarial. Eu não gosto do termo, mas é preciso atentar para o politicamente correto, que se dêem conta do momento nacional, da situa”cão do povo, ninguém é uma ilha.
Carnaval – Ou as aparências enganam?
Fevereiro 26, 2006Estamos em pleno carnaval, acho que tanto faz, se estou sendo lido por brasileiros ou portugueses, ambos devem reconhecer ou conhecer a festa como sendo a maior festa popular do Brasil. O que talvez separe – quanto aos aspectos da festa – nossos irmãos lusos de nós, os brasileiros, seja o conhecimento de algumas peculiares que a cercam, que a envolvem, o que é absolutamente normal, uma vez que nós somos os nativos, os obrigados a conhecê-la mais profundamente.
O Carnaval, sem entrar nas origens históricas dos festejos, se o termo se origina da quaresma, de carne, ou outra qualquer, é uma festa liberal, onde homens e mulheres, fantasiados – o que algumas vezes é um apelo ao anonimato – ou com pouca roupa – coisas de clima tropical – dançam ao ritmo do samba durante uma semana.
Nosso governo tem movido uma campanha nos últimos tempos tentando afastar do país a imagem de turismo sexual, mas, ao mesmo tempo, com uma festa como essa, quando se divulga a festa com imagens de mulheres com quase nenhuma roupa, ou quando o Brasil é reconhecido como o país do biquini, fica difícil fugir do estigma.
Agora mesmo, para os festejos carnavalescos, o Ministério da Saúde promoveu campanhas publicitárias e a distribuição gratuita de 25 milhões de preservativos. Nos sabemos que a intenção é diminuir a incidência de SIDA e de outras DSTs – Doenças Sexualmente Transmissíveis, mas, além disso, qual a mensagem que uma campanha dessa passa?